Sob pressão, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve ter seu futuro decidido pelas 211 associações-membro da organização nas eleições de março do próximo ano, afirmou o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe.
Infantino, que busca a reeleição, enfrenta uma revolta aberta depois que três confederações — UEFA, AFC e CONCACAF — criticaram sua conduta e pediram sua renúncia após sua tentativa frustrada de atrair investimentos privados para competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
Motsepe, porém, acredita que cabe a todos os membros da Fifa decidir se Infantino continuará como presidente durante o 77º Congresso da entidade, marcado para 18 de março, em Rabat, no Marrocos.
“Teremos eleições no próximo ano. Devemos permitir que esse processo siga seu curso e deixar que os 211 membros decidam”, disse Motsepe à Sky News nesta quarta-feira. “Se houver candidatos que queiram concorrer contra ele, que apresentem seus nomes. Essa é a coisa certa a fazer.”
“Gosto de me concentrar na unidade e na cooperação. Como podemos continuar desenvolvendo e fazendo o futebol crescer em meio aos desafios que enfrentamos? Precisamos lidar com esses desafios, resolvê-los e seguir em frente.”
Motsepe afirmou que os dirigentes devem estar abertos a questionamentos, mas destacou que a Fifa possui processos estabelecidos para lidar com reclamações.
“Se eu, como presidente, agir de uma maneira que não reflita o devido processo ou uma boa governança, devo estar sujeito a questionamentos e responder a essas perguntas”, afirmou.
“Se alguém tem um problema com qualquer pessoa, seja Gianni ou qualquer outro, deve seguir o processo da Fifa. E, se quiser tirá-lo do cargo, que dispute as eleições. Simples assim.”
“Deixem as 211 associações-membro decidirem. A votação mostrará se elas têm confiança nele ou não. Todos têm direito a um julgamento justo e a um tratamento justo. Todos devem ser ouvidos. Devido processo, governança e legalidade são inegociáveis.”
Motsepe confirmou que Infantino ainda conta com o apoio da CAF.
“Ele tem sido leal ao futebol africano. Ele conta com o apoio da África”, afirmou.
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