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Abramilho defende que Brasil não aguarde China para lançar novas variedades

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Abramilho defende que Brasil não aguarde China para lançar novas variedades

A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo) defendeu nesta ​quarta-feira que as empresas de biotecnologia que ​atuam no Brasil não deveriam aguardar a aprovação da China para novas variedades transgênicas de milho, uma vez que essa espera representa perdas bilionárias.

O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, disse durante evento da associação que os produtores sabem que a Bayer e a Corteva têm variedades transgênicas mais produtivas para serem lançadas ⁠no Brasil.

Mas que isso ​não acontece porque as empresas estão aguardando a aprovação dos chineses.

“Não ​concordamos mais com esperar aprovação da China, queremos trazer para discussão…”, disse ⁠ele.

Silveira lembrou que a China foi importante ⁠na importação de milho do Brasil durante um ano, mas ​que ‌hoje o país já não é mais um importador relevante do cereal ⁠brasileiro.

“Uma usina nova criada em Mato Grosso consome mais milho do que a China importa”, disse Silveira.

De janeiro a junho, a China importou cerca de 220 mil toneladas ‌de ⁠milho do Brasil, ‌segundo dados oficiais, enquanto as exportações brasileiras no mesmo período somaram 7,9 milhões de toneladas.

“Teve um ano que (a China) comprou, quando precisava, e agora não compra ⁠mais”, disse Silveira, referindo-se a 2023, ⁠quando a China importou mais de 16 milhões de toneladas, após um acordo entre os dois ‌países.

Segundo o diretor-executivo, na soja a abordagem tem de ser outra, e a espera por aprovações faz sentido, considerando que a China responde por mais de 70% das exportações brasileiras. Sem o aval chinês, os embarques nacionais ‌ficariam ameaçados.

No entanto, no milho as empresas multinacionais deveriam avisar aos chineses sobre o lançamento de novos produtos que ofereçam mais produtividade e disponibilizá-los ao ⁠mercado.

“Nós produtores estamos perdendo bilhões em produtividade… porque a China fica levando anos para liberar… vão liberar quando quiserem”, comentou.

Na hipótese de a China seguir como ​um importador marginal de milho do Brasil, Silveira defendeu que seria relativamente fácil ​segregar o cereal brasileiro oriundo de plantações com tecnologias eventualmente não aprovadas pelos chineses.

Quase a totalidade da produção de soja e milho do Brasil já é realizada com sementes transgênicas.

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