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Ventos de 151 km/h: Tufão Dolphin inunda leste da China e paralisa Xangai

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Ventos de 151 km/h: Tufão Dolphin inunda leste da China e paralisa Xangai

Chuvas torrenciais e tempestades associadas ao tufão Dolphin inundaram diversas províncias no leste da China, encharcando a região costeira e alagando ruas em Xangai, onde cerca de 40% dos voos foram suspensos nesta segunda-feira (10) devido às condições meteorológicas.

O Dolphin apresentava ventos máximos sustentados de 151 km/h perto de seu centro ao atingir a costa de Zhejiang — província situada ao sul e a oeste de Xangai — na noite de domingo, antes de enfraquecer e se tornar uma tempestade tropical.

As nuvens de chuva remanescentes do sistema continuaram a despejar grandes volumes de água sobre as províncias do leste, incluindo Anhui, Jiangsu e Shandong, nesta segunda-feira.

Muitas ruas de Xangai, a segunda cidade mais populosa do país, ficaram alagadas, inclusive nas principais áreas comerciais.

Os dois aeroportos da cidade cancelaram um total de 943 voos devido ao tufão, reduzindo a capacidade operacional em quase 40%, informou a emissora estatal CCTV.

A China Eastern Airlines informou nesta segunda-feira que estava tentando retomar os voos para Xangai, Zhejiang e outros destinos de maneira “ordenada”.

Muitas ruas nos distritos suburbanos de Jiading e Qingpu, nos arredores do centro de Xangai, permaneciam alagadas, segundo transmissões ao vivo compartilhadas por moradores nas redes sociais.

Os vídeos ao vivo mostravam pessoas caminhando por águas turvas que chegavam à altura dos joelhos.

“Choveu quase a noite toda. Quando acordei hoje de manhã, vi que o bairro estava inundado e as ruas, severamente alagadas”, disse Hou Lina, de 39 anos, que trabalha com vendas em Jiading, Xangai.

“Moro em Xangai há 10 anos e esta é a primeira vez que enfrento um transtorno desse tipo causado por um tufão. É a primeira vez que vejo inundações tão generalizadas”, contou ela.

No distrito de Jinshan, em Xangai, as autoridades locais informaram que empresas e organizações não essenciais poderiam suspender temporariamente suas operações, aulas, eventos ao ar livre e serviços de transporte, em meio a previsões de ventos fortes e chuvas intensas contínuas para esta segunda-feira.

Ventos fortes e chuvas torrenciais viraram um caminhão em Wenzhou, na província de Zhejiang, segundo um vídeo publicado na rede social TikTok no domingo (9). Não ficou claro o que aconteceu com o motorista.

Alertas de chuva e inundação para Pequim

O Dolphin, o tufão mais forte a atingir a China este ano, deve avançar para o interior do país, em direção às províncias centrais de Hubei e Henan, nos próximos dias, ao mesmo tempo em que desloca umidade para o norte.

As autoridades da capital, Pequim, elevaram os alertas para chuvas torrenciais e informaram que a cidade estava preparada para acionar seu plano de controle de inundações na manhã de terça-feira (11).

Espera-se que Pequim registre “chuvas significativas” de terça a quinta-feira (13); as autoridades alertam para o risco de inundações repentinas na cidade e de deslizamentos de terra nas áreas montanhosas do entorno.

O tufão já havia percorrido 6 mil km antes de atingir a costa, apresentando um ciclo de vida três vezes mais longo do que o de um tufão comum e trazendo consigo um sistema de nuvens de dimensões gigantescas que cobriu o leste da China, informou a CCTV em outra reportagem.

O impacto do Dolphin também estava sendo comparado ao do tufão Doksuri, ocorrido em 2023. Esse tufão atravessou o país após causar destruição na província de Fujian, no sudeste, e provocar chuvas recordes em Pequim.

À medida que as nuvens de tempestade encontram ar mais frio ao norte, Pequim, Tianjin e Hebei precisarão se preparar para chuvas fortes que devem persistir até quinta-feira, segundo a CCTV.

O monitor TSR (Tropical Storm Risk) previu que a temporada de tufões de 2026 no Pacífico Noroeste seria uma das mais ativas já registradas, com 28 tempestades tropicais, 20 tufões e 13 tufões intensos.

O TSR apontou o forte evento de El Niño em curso, a alta atividade observada até o momento e os ventos alísios mais fracos que o normal na bacia do Pacífico Noroeste como os principais fatores para a intensidade da temporada de tufões.

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