A candidata à reeleição ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), defendeu, nesta quinta-feira (6), a moderação política e disse que não trabalha com rótulos ideológicos.
A declaração aconteceu em entrevista à CNN, após ser questionada sobre como se daria a relação do estado com o governo federal se ela e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência do país, vencessem as eleições deste ano.
A governadora relembrou os embates que o estado de Pernambuco teve com presidentes anteriores, como Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que a prioridade é dialogar com governos, independentemente do espectro político.
“O que a gente precisa em um estado federado e em um estado pobre como o nosso — embora muito potente na sua economia, na força e coragem da sua gente — é construir relação federativa [com] projeto na mão, [tendo um] estado equilibrado para conseguir garantir investimentos, um ambiente de negócios favorável, transparente, em que as pessoas venham para cá sabendo que tem um governo sério que não quer ser sócio de nada, a não ser do sucesso de empreendimentos em Pernambuco que possam gerar emprego e renda para a nossa gente, e tem dado certo”, pontuou.
Raquel reforçou a aposta na boa relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também é candidato à Presidência, e disse que Pernambuco passa pelo seu “melhor momento dos últimos quinze anos” com relação à geração de emprego.
“A gente vai ter uma discussão que vai se dar na esfera nacional, sobre o governo federal, e eu sempre tenho a preocupação de a gente buscar não trabalhar rótulos. Eu tenho pessoas que votam conosco, que estão dentro do PT e que estão em todos os partidos políticos do Brasil, e o que a gente representa é uma diversidade baseada na entrega do trabalho de quem quer levar Pernambuco a sério”, disse.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (31), Raquel Lyra e o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), estão tecnicamente empatados no primeiro e no segundo turnos da disputa pelo governo de Pernambuco.
Apesar de sinalizar a boa relação com Lula, o presidente declarou apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) para o governo de Pernambuco.

