Cotado como candidato a vice-governador na chapa de José Roberto Arruda (PSD), Jorginho Argello (Avante) diz ter sido pego de surpresa com o anúncio de Luiz Pitiman para a vaga, nesta quinta-feira (6/8). A parceria fechada há meses acabou com sentimento de traição.
O relógio marcava 22h56 dessa quarta-feira (5/8) quando Jorginho, como é conhecido, soube pela ata do PSD que os planos mudaram sem aviso prévio. “Já tem quase 20 anos e eu não vejo, mesmo depois desse tempo, uma melhora do Arruda. Ele continua sendo o mesmo Arruda de sempre“, disparou.
“O PSD e o Arruda tinham dado a palavra de que a vaga de vice seria de indicação do Avante, por ter sido o primeiro e único partido que apoiou Arruda desde sempre. Ontem à noite fomos surpreendidos, às 22h56, com a homologação da ata do PSD sem comunicar nada para ninguém. A gente se sentiu traído“, declarou Jorginho ao Metrópoles.



Paulo Octávio, Gim Argello e José Roberto Arruda
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoJosé Roberto Arruda
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoO empresário disse que o Avante vai manter a coligação com o PSD porque o pai dele, presidente distrital do partido, vai cumprir a palavra, mas os candidatos a deputado serão liberados para apoiarem outros postulantes ao GDF. Jorginho declarou que pedirá votos para Leandro Grass (PT).
“Os nossos deputados hoje – teve reunião na hora do almoço – queriam marchar independentes, não ter coligação com ninguém, mas meu pai deu a palavra para o PSD e vai manter a palavra dele. Eu vou pedir voto para o Leandro Grass. E, como eu, vários membros do partido estão caminhando para isso, o grupo de jovem empresário também está se mexendo querendo marcar agenda“, afirmou.
A reportagem acionou Arruda e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

