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BRB: Dario Durigan diz que acusação do GDF de inércia é "descabida"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
BRB: Dario Durigan diz que acusação do GDF de inércia é "descabida"

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou, nesta quinta-feira (6/8) a acusação feita pelo GDF de que há “inércia” por parte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e da União na negociação do empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB).

“Essa informação que vem do GDF de que existe uma inércia deixou uma insatisfação nas equipes do governo (federal) que trabalham por um acordo”, afirmou.

Segundo o ministro, a equipe tem feito inúmeras reuniões e ficou “profundamente incomodada com uma declaração desse tipo que é totalmente descabida”.

“Mais uma vez algo que é de responsabilidade exclusiva do GDF é colocado como uma inércia da União e eu gostaria de rechaçar isso. Estarei na audiência pública da próxima quinta-feira (13/8) para levar essa indignação das equipes”, pontuou Durigan.

Ele ressaltou que o acordo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é o “único possível” de ser concretizado. “Se o BRB tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos”, comentou o ministro.

Nova audiência

Após um pedido feito pelo GDF, o ministro do STF Luiz Fux agendou uma nova audiência para tratar sobre o empréstimo do FGC para salvar o BRB. O encontro está previsto para ocorrer na próxima quinta-feira (13/8), às 16h15, no gabinete do ministro.

Ao solicitar a reunião, a Procuradoria-Geral do DF demonstrou incômodo com a demora na liberação do crédito, segundo o documento obtido pela coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

“Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo, realizado com base em proposta formulada pela União, pela pessoa do seu ministro da Fazenda, não há deliberação do Fundo Garantidor de Créditos sobre a operação de crédito e nem há cumprimento pela União de seus deveres”, afirmou o texto.

A PGDF comentou ainda que “há silêncio” de todas as partes envolvidas na negociação. “Não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais”, criticou.

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