O diretor executivo de futebol do São Paulo, Rafinha, confirmou que Arboleda está definitivamente reintegrado ao elenco e defendeu a decisão do clube de dar uma nova oportunidade ao zagueiro.
Em entrevista ao ge, o ex-lateral afirmou que o equatoriano já foi punido internamente por atos de indisciplina e argumentou que mantê-lo afastado também prejudicaria o Tricolor.
“O Arboleda errou, errou grande com a gente, errou muito com o São Paulo. Errou com os companheiros, com o clube, e o São Paulo o penalizou da forma que era cabível. Mas não podemos penalizar o Arboleda e o São Paulo ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo Rafinha, o defensor recebeu multa, conversou com o elenco, pediu desculpas aos companheiros e cumpriu o período de afastamento determinado pela diretoria. Além disso, o dirigente revelou que o clube tentou negociar o jogador, mas não recebeu propostas concretas.
“É um jogador caro, de muita qualidade. Hoje não temos condições de contratar um zagueiro do nível do Arboleda. O Dorival conversou com ele, os jogadores conversaram, ele pediu desculpas para todos, e o clube fez tudo o que era possível juridicamente.”
Ao justificar a reintegração, Rafinha usou uma frase que chamou atenção ao defender que o erro não poderia resultar em uma punição permanente.
“Vamos fazer o quê? Matar ele? Vamos crucificar o Arboleda porque ele errou? Não posso fazer isso.”
O executivo ainda destacou a importância do zagueiro para o elenco e disse que orientou o equatoriano a reconstruir a própria imagem no clube.
“Eu falei para ele que não pode sair do São Paulo pela porta dos fundos. É o jogador com mais tempo de casa, tem uma história gigante aqui.”
Além da situação de Arboleda, Rafinha comentou outros temas importantes do momento do São Paulo. O dirigente se mostrou otimista com a renovação de Jonathan Calleri e afirmou que o atacante compreende o cenário financeiro do clube.
“Ele quer ficar no São Paulo, entende o momento do clube, e o São Paulo quer ficar com ele. Tenho certeza de que vamos ter boas notícias nos próximos dias.”
Sobre Lucas Moura, Rafinha afirmou que o desejo da diretoria também é manter o camisa 7, mas ressaltou que todos os atletas precisarão se adequar à realidade financeira do Tricolor.
“O jogador tem que entender o momento que o clube vive. O São Paulo quer manter seus principais jogadores, mas não pode fazer loucuras.”
O dirigente também explicou a saída de Alan Franco para o Tigres, do México. Segundo ele, a decisão partiu do próprio zagueiro, que manifestou o desejo de deixar o clube, apesar das tentativas da diretoria de convencê-lo a permanecer.
“Como vamos ficar com um jogador que não quer jogar no São Paulo? Tentamos por dois meses, conversamos várias vezes, mas chegou um momento em que ele decidiu sair.”
Por fim, Rafinha confirmou que o São Paulo tem um mês de atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores, embora tenha negado qualquer relação entre a situação financeira e a saída de Alan Franco.
“Está atrasado? Está. É errado? Claro que é. Mas esse não foi o motivo da saída do Alan. Quem está cobrando dinheiro não deixa dinheiro para trás.”
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