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Grupo que roubava remédios contra câncer tinha R$ 1,2 milhão em carros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Grupo que roubava remédios contra câncer tinha R$ 1,2 milhão em carros

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) apreendeu uma frota de veículos avaliada em cerca de R$ 1,2 milhão durante a Operação Metástase, deflagrada nessa terça-feira (21/7). A ação investiga uma organização criminosa especializada no roubo de cargas de medicamentos de alto custo utilizados no tratamento de pacientes com câncer.

Entre os veículos apreendidos estão um Jaguar, Volkswagen Tera, Jetta GLI, Golf GTI, Chevrolet Tracker, Honda HR-V e Renault Oroch.

As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 33 milhões em apenas um ano. Além dos roubos, a organização mantinha uma estrutura para ocultar a origem dos medicamentos e revendê-los ao mercado por meio de empresas de fachada.

De acordo com a Polícia Civil, parte dos produtos roubados abasteciam a rede pública de saúde por meio de licitações na modalidade de tomada de preços. As apurações identificaram cerca de 25 empresas de fachada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, utilizadas para dar aparência de legalidade às transações.

A investigação também revelou que, após os assaltos, as cargas eram levadas para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde os medicamentos eram armazenados, redistribuídos e enviados aos receptadores finais.

Entre os principais alvos da operação estão Marlon Holanda Oliveira e Ronald Gonçalves da Silva, conhecido como “Talarico”, apontados como líderes do núcleo responsável pelos roubos, além de Fernanda Rodrigues França e Umberto Xavier de Lima, do núcleo logístico-financeiro intermediário, e Stefano Montovani Fernandes, identificado como chefe do núcleo logístico-financeiro final.

As investigações também identificaram integrantes encarregados de aliciar funcionários de transportadoras para obter informações privilegiadas sobre rotas e cargas.

A operação mobiliza equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), da Core, dos departamentos especializados da Polícia Civil, da Polícia Militar e conta com apoio das polícias civis de São Paulo, Goiás e Pará, além da Rede Cargas, do Ministério da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e o destino final dos medicamentos roubados.

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