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“Empresariado americano é contra tarifaço”, diz presidente da Abimaq à CNN

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
“Empresariado americano é contra tarifaço”, diz presidente da Abimaq à CNN

O presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, afirmou em entrevista ao Bastidores CNN que parte do empresariado americano também se posiciona contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para ele, a decisão tem um claro componente político e não se justifica pelos dados econômicos da relação bilateral entre os dois países.

Velloso destacou que o governo brasileiro esteve presente nas negociações com o USTR — o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos —, tendo realizado reuniões diretas, inclusive com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos.

Por isso, segundo ele, a ausência do governo nas audiências públicas era esperada e faz sentido: “O governo estava na mesa de negociação. A audiência pública era justamente para ouvir quem não estava na mesa de negociação, que são as entidades”.

Resultado político já estava dado antes das audiências

O representante da Abimaq argumentou que o resultado da investigação conhecida como “Seção 301”, que culminou na tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, já estava determinado antes mesmo das audiências públicas.

“Os Estados Unidos já tinham decidido que era 25%, a gente já falava isso aqui no Brasil”, afirmou Velloso. Ele lembrou que também esteve presente nas audiências, assim como Flávio Bolsonaro (PL), mas avaliou que nenhuma das participações alterou o desfecho.

Segundo Velloso, os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil desde 2009, as maiores empresas investidoras no país são americanas e o Brasil, por sua vez, investe mais nos Estados Unidos do que em qualquer outro país.

Além disso, José Velloso destacou que 82% das vendas da Abimaq são realizadas entre empresas do mesmo grupo — as chamadas “operações intercompany” —, o que significa que as tarifas acabam prejudicando as próprias empresas americanas.

Escalada tarifária tem marca política, avalia Velloso

Velloso relembrou o histórico das tarifas aplicadas ao Brasil. No chamado “Dia da Libertação”, o Brasil havia recebido a menor tarifa do mundo, de 10%, justamente porque técnicos avaliaram que os Estados Unidos possuem superávit com o país.

No entanto, após o envio de uma carta americana ao Brasil com pontos de natureza política, a tarifa foi elevada para 50%. “Quando entrou a política, aí passou a tarifação para 50%. Então, os Estados Unidos, sim, desde o início, estão politizando essa questão, declarou.

Diante desse cenário, Velloso demonstrou ceticismo quanto a mudanças no curto prazo. Para ele, mesmo com os esforços contínuos da Abimaq e do governo brasileiro, uma revisão das tarifas só deve ocorrer após as eleições nos Estados Unidos, previstas para novembro.

“Eu acredito que para uma mudança das tarifas, somente depois das eleições nos Estados Unidos“, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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