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Movimento estudantil da Índia suspende marchas após confronto com a polícia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 6 horas)
Movimento estudantil da Índia suspende marchas após confronto com a polícia

A mobilização juvenil indiana conhecida como movimento “das baratas” afirmou, nesta terça-feira (21), que continuará seus protestos, mas não voltará a organizar marchas, um dia após dezenas de apoiadores ficarem feridos em confrontos com a polícia, que tentou impedir uma manifestação em direção ao Parlamento.

A polícia de Délhi informou que quase 180 pessoas ficaram feridas na segunda-feira (20) durante os confrontos no centro da capital, entre elas 118 agentes de segurança e policiais, além de 60 manifestantes.

Milhares de manifestantes de Délhi e de cidades vizinhas se reuniram na segunda-feira para marchar até o Parlamento, aderindo a um movimento que começou como uma sátira na internet, mas acabou se transformando no maior desafio político ao primeiro-ministro Narendra Modi em seu terceiro mandato.

O movimento, criado há alguns meses pelo autodenominado CJP (Cockroach Janta Party, ou Partido Popular da Barata), conquistou o apoio de milhões de jovens indianos da geração Z, que exigem a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após vazamentos de provas de exames que afetaram mais de 2 milhões de estudantes em maio.

A polícia informou, em comunicado divulgado no fim da segunda-feira, que 70 manifestantes foram detidos e que medidas legais serão tomadas contra eles.

Na manhã desta terça-feira, entre 150 e 200 manifestantes se reuniram no local tradicional de protestos de Jantar Mantar, no centro de Délhi, entoando palavras de ordem sob uma leve garoa. A segurança permaneceu reforçada, com patrulhamento de forças paramilitares em partes da região central da cidade e barreiras que reduziram o fluxo do trânsito.

“Ontem tivemos de encerrar o protesto porque não queríamos que mais jovens fossem feridos”, disse o fundador do CJP, Abhijeet Dipke, durante uma entrevista coletiva.

“Não vamos marchar novamente porque a polícia vai machucar os jovens outra vez”, afirmou, acrescentando que mais de 150 manifestantes estavam internados em hospitais recebendo tratamento.