Investigado por ameaçar um policial militar com uma arma dentro de uma academia em Águas Claras (DF), o bombeiro Mauro Alves dos Santos, 48 anos, foi afastado da equipe de segurança externa da governadora Celina Leão. O Bombeiro militar estava cedido para a Casa Civil e atuava no Gabinete Militar. Após a repercussão do caso, ele foi devolvido ao Corpo de Bombeiros do DF.
Em nota, a equipe da governadora informou que “tão logo soube do episódio, a governadora Celina determinou o imediato afastamento dele e seu retorno para o Corpo de Bombeiros. Ele estava de férias até o dia 3/8/26. As Corregedorias do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar abriram procedimentos apuratórios.”
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) informou ao Metrópoles que aguarda a formalização do caso pela delegacia responsável.
“Após o recebimento das informações oficiais, o caso será analisado no âmbito da Corporação e, caso sejam constatados indícios de irregularidade, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, sem prejuízo da apuração conduzida pelos órgãos competentes”, informou o CBMDF em nota.
Entenda o caso
O bombeiro Mauro Alves dos Santos é investigado por ameaça contra o policial Luis Fernando Andrade de Oliveira, 43. Os dois estavam em uma academia quando houve uma discussão. Ocasião em que, conforme relato da vítima e de testemunhas, exibiu a arma de fogo que portava e afirmou que “iria pegá-lo na porrada”.
A confusão envolvendo os dois militares aconteceu no último sábado (18/7), na Rua 4 Norte de Águas Claras (DF).
Pelas imagens (assista acima), é possível ver o momento em que Mauro tira uma arma de fogo de dentro de um armário da academia e coloca a pistola na cintura. Em seguida, o bombeiro aparece discutindo com o policial.
Conforme o Boletim de Ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência na academia. No local, foram informados de que Mauro teria ameaçado o 2º sargento da PMDF.
Ainda de acordo com a ocorrência, um policial militar que presenciou parte da situação afirmou ter advertido Mauro, dizendo que exibir a arma e ameaçar outro policial era uma conduta inadequada.
Outra testemunha declarou ter visto o bombeiro colocar a arma na cintura e ouvido a ameaça direcionada à vítima.
Depoimento à polícia
- Na delegacia, Mauro disse treinava com a namorada quando passou a ser encarado pelo policial militar, com quem iniciou uma discussão verbal;
- O bombeiro afirmou que se sentiu ameaçado pela postura do outro envolvido e, por isso, foi até o armário onde guardava sua arma de fogo, retirou o armamento e o colocou na cintura;
- O militar sustentou que não sacou, apontou ou utilizou a arma para ameaçar o policia;
- A namorada de Mauro, que também prestou depoimento como testemunha, confirmou que ele retirou a arma do armário e a colocou na cintura durante a discussão;
- No entanto, disse não ter visto o bombeiro apontar o armamento para ninguém nem ouvido ameaças explícitas, apenas uma troca de palavras em tom de confronto.

