Na contagem regressiva para a 2ª temporada de “Os Donos do Jogo”, da Netflix, André Lamoglia, 28, conta, à CNN Brasil, sobre o saldo que a primeira leva de episódios deixou.
“Fiquei muito feliz com a repercussão. Foi muito bom acompanhar a reação da galera criando teorias, comendo sobre os personagens e entrando de cabeça na história. A gente faz tudo com muita dedicação, então receber esse carinho é muito gratificante. Ao mesmo tempo, dá uma vontade ainda maior de entregar uma continuação que surpreenda”, comenta.
Com as filmagens da nova fase já iniciadas, o intérprete do protagonista Profeta garante que está incrível. “Ainda não posso adiantar muita coisa, mas estou 100% confiante que as expectativas serão cumpridas. A nova temporada ganha novas camadas, tem muitas reviravoltas, alianças inesperadas”, acrescenta.
Segundo ele, o mais interesse é que, mesmo com as novidades, a série continua com o clima que conquistou o público desde o início. “Tem tensão, ação, drama e aquelas viradas que fazem você mudar de ideia sobre os personagens o tempo todo. A segunda temporada, assim como a primeira ou até mais, prende o público a cada cena, fazendo querer ver a série toda de um vez”, entrega.

André Lamoglia comemora força das produções latinas no streaming
Carioca da gema, o ator ganhou projeção ao público internacional ao integrar o elenco de “Elite”, um dos maiores sucessos da plataforma de streaming.
Ainda que já tivesse atuado em outra produção internacional, André diz que a “série trouxe uma vivência não apenas em outro continente, mas na pele de um dos protagonistas, o que naturalmente trouxe outros desafios e aprendizados”.
O trabalho fora do país continuou com a participação em “Blood & Water”, filmada inteiramente em inglês que se firmou entre as mais assistidas na África do Sul. Para o artista, a oportunidade de atuar em contextos culturais distintos reforçou a percepção de que determinadas histórias atravessam fronteiras com facilidade.
“A cada projeto em um país diferente, eu confirmo um pouco mais a ideia de que atuar também é aprender a escutar. Você chega em um ambiente novo, com outra cultura, outro idioma, às vezes outra dinâmica de trabalho, e isso naturalmente amplia o seu repertório. Ao mesmo tempo, é reforçada a ideia de que boas histórias são universais, afinal, elas falam de relações humanas, de conflitos e de emoções que todo mundo entende”, garante à CNN Brasil.
A carreira de André também acompanha um momento de maior circulação de produções latino-americanas pelo mundo. Com o crescimento das plataformas, séries e filmes da região passaram a alcançar públicos cada vez mais amplos, expandindo a presença de profissionais latinos em projetos internacionais.
“Costumamos falar de, e pensar em, América Latina, como se fosse um bloco homogêneo, mas, quando prestamos atenção, percebemos o quanto ela é diversa. Cada lugar tem seus sotaques, referências, ritmos e maneiras de contar suas histórias. Ao mesmo tempo, existem muitas experiências que nos aproximam e fazem com que a gente se reconheça uns nos outros”, diz.
“Acho que, por muito tempo, o Brasil talvez tenha se percebido um pouco à margem dessa identidade por causa da língua, mas tenho a impressão de que isso está mudando. Hoje existe uma troca muito maior entre artistas, produções e públicos, e é especial ver esse sentimento de pertencimento crescendo sem que a gente precise abrir mão das nossas diferenças e identidade”, reflete.
Segundo ele, trabalhar em diferentes países nunca diminuiu a conexão com o Brasil, pelo contrário, potencializou. “Sempre que eu passava um tempo fora e voltava para casa, percebia ainda mais o valor das minhas origens. Acho que isso também influencia a forma como quero construir a minha carreira. Sempre admirei artistas que preservam a própria intimidade e são lembrados principalmente pelos personagens que criaram”.
“Acho interessante observar que muita gente consegue se mostrar além dos papéis de uma maneira que não busca saciar uma possível curiosidade do entorno, mas compartilhar visões de mundo, do coletivo, contribuir para discussões que possam gerar alguma coisa, mesmo entendendo que cada um de nós é apenas um grão no mundo. Eu gosto da ideia de poder circular pelo mundo sem sentir que preciso deixar de ser quem eu sou. Uma coisa fortalece a outra”, finaliza.
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