Um novo boletim do Hospital Samaritano Barra informou, nesta terça-feira (7), que o ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira foi submetido a uma traqueostomia. Ele segue sedado, em diálise, mas estável.
O procedimento permite a inserção de uma cânula no pescoço para a ventilação artificial.
Parreira permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do hospital, localizado no Rio de Janeiro, desde 16 de junho, com diagnóstico de inflamação pulmonar.
Ele está sendo acompanhado pelo pneumologista intensivista, Arthur Vianna, e pela equipe assistencial e multidisciplinar do hospital. Por enquanto, não há previsão de alta da UTI.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.
A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.
Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.
Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.

