Com um salário líquido de R$ 9,6 mil na Polícia Civil do Rio de Janeiro, o inspetor Pablo Jukiá Felix Ferreira tinha relógios de luxo e maços de dólares e de reais em casa. O material foi apreendido pela Polícia Federal nesta terça-feira (7/7), na 6ª fase da Operação Unha e Carne.
Pablo Jukiá Felix é investigado por lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina registrados em nomes de laranjas. Também são investigados o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e candidato do União Brasil ao Senado, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim.





O inspetor de Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira foi alvo da Polícia Federal por lavagem de dinheiro
ReproduçãoMateriais apreendidos na casa de Pablo Jukiá Felix Ferreira, inspetor da Polícia Civil do RJ alvo da PF
Reprodução/PF-RJAmim foi condecorado com a maior honraria do Rio de Janeiro pelo deputado Márcio Canella
O inspetor fazia parte da equipe de policiais próximos a Amim. Os dois trabalharam juntos em diversas delegacias, e Pablo Jukiá Felix integrou a equipe do ex-secretário quando ele esteve à frente da Polícia Civil fluminense.
Na casa do inspetor, a PF apreendeu armas, munições, maços de notas de cem dólares e de cem reais, além de relógios de luxo, joias e quatro carros, dentre eles uma Mercedes-Benz.
A remuneração mensal de Pablo Jukiá Felix pela Polícia Civil é de R$ 16,8 mil. Com os descontos, o valor cai para R$ 9,6 mil por mês.
A 6ª fase da Operação Unha e Carne busca desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro. A ação é um desdobramento da operação que prendeu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em novembro de 2025, por ligação com o Comando Vermelho.

