O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, mas encontra-se estável, respira naturalmente, usando apenas suporte de oxigênio, sem auxílio de aparelhos, segundo informou boletim nesta terça-feira (30).
Parreira respondeu bem ao procedimento cirúrgico, realizado no sábado (27), e agora está lúcido, desperto e permanece monitorado em cuidados intensivos.
O hospital informou à CNN Brasil que o paciente, que apresenta um quadro de inflamação pulmonar, permanece sendo acompanhado pelo pneumologista intensivista, Arthur Vianna, e pela equipe assistencial e multidisciplinar do hospital.
Apesar da gradual melhora, Parreira segue sem previsão de alta da UTI.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgaõs e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.
A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.
Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idêniticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.
Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.
*Sob supervisão de AR.

