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Senado dos EUA aprova medida para limitar poderes de guerra contra o Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Senado dos EUA aprova medida para limitar poderes de guerra contra o Irã

O Senado dos EUA aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução determinando que o presidente Donald Trump retire as forças militares do conflito com o Irã, uma derrota significativa para o republicano e uma mensagem clara de que a guerra carece de apoio no Congresso.

Os democratas têm forçado repetidamente votações para limitar os poderes de guerra de Trump, tanto na Câmara quanto no Senado — uma campanha que vem ganhando gradualmente mais apoio republicano nas últimas semanas, despertando a ira do presidente.

Os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy juntaram-se aos democratas ao votar a favor da resolução, enquanto o senador democrata John Fetterman votou contra. O placar final foi de 50 a 48.

A medida foi aprovada pela Câmara no início deste mês. No entanto, por se tratar do que se chama de “resolução conjunta”, ela não exige a sanção presidencial e, por definição, não tem força de lei.

Um assessor democrata da Câmara envolvido nos esforços para aprovar a resolução sobre poderes de guerra disse à CNN, no início deste mês, acreditar que a medida seria vinculativa e que a questão jurídica seria algo a ser resolvido.

Esta é a décima vez que o Senado vota uma medida sobre poderes de guerra em relação ao Irã desde o início do ano. Uma resolução anterior, liderada pelo Senado, avançou no mês passado, mas ainda não passou por uma votação subsequente, enquanto os democratas trabalham para garantir o apoio necessário para aprová-la.

A Câmara aprovou a resolução conjunta por 215 votos a 208, com quatro republicanos votando ao lado dos democratas e enfrentando imediatamente a ira do presidente. Trump chamou os quatro membros de “buscadores de holofotes” (*grandstanders*) e classificou a atitude deles como “antipatriótica” em uma publicação na rede social Truth Social após a votação.

Alguns senadores democratas, incluindo Tim Kaine, argumentaram que a aprovação de uma resolução sobre poderes de guerra é necessária, mesmo após os EUA terem chegado a um acordo com o Irã e em meio às negociações em curso com Teerã.

“Acho que é um bom momento para realizar a votação e dizer: ‘Ei, se estamos realmente em um período de certa estabilidade, não vamos simplesmente permitir que tudo recomece sem que o Congresso participe dessa decisão'”, disse ele a repórteres na semana passada.

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