O desânimo ainda é o sentimento predominante dos brasileiros em relação à Copa do Mundo de 2026, mas o torneio começa a conquistar mais espaço entre os torcedores à medida que avança. Pesquisa divulgada pelo Ipsos-Ipec nesta semana aponta que 39% dos entrevistados afirmam estar desanimados com a competição disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, percentual que, embora ainda seja o maior registrado, representa queda em relação aos 46% observados em abril.
Ao mesmo tempo, cresceu o número de brasileiros que demonstram algum grau de entusiasmo pelo Mundial. Segundo o levantamento, 36% dizem estar “um pouco animados” e outros 20% afirmam estar “muito animados” com a Copa. Juntos, os dois grupos somam 56% dos entrevistados.
Os dados sugerem uma mudança gradual de humor conforme a competição se desenvolve. O movimento também aparece nos hábitos de consumo do torneio. O percentual de pessoas que pretendem assistir a todos os jogos que puderem subiu de 21% para 27% desde a pesquisa anterior. Já os que não pretendem acompanhar nenhuma partida caíram de 35% para 28%.
A pesquisa revela ainda uma diferença significativa entre gerações. Os jovens de 16 a 24 anos aparecem como os mais envolvidos com o evento: 31% deles se declaram muito animados com a Copa. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o cenário é oposto. Quase metade desse grupo, 49%, afirma estar desanimada com a competição.
Apesar do aumento do interesse pelo torneio, a confiança em um possível título da Seleção Brasileira permanece moderada. A maioria dos entrevistados, 54%, acredita que o Brasil tem poucas chances de conquistar a taça. Outros 19% avaliam que a equipe tem muitas chances de ser campeã, enquanto 23% consideram que a Seleção não tem possibilidade de levantar o troféu.
No campo emocional, a esperança lidera entre os sentimentos associados à Copa. Ela foi citada por 29% dos entrevistados, à frente de alegria (20%), otimismo (15%) e preocupação (15%). O levantamento também registrou crescimento das menções à brasilidade, que passou de 9% para 14% desde abril.
Realizada entre os dias 13 e 17 de junho, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

