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Café arábica sobe 2,31% em NY com temor de atraso na colheita brasileira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Café arábica sobe 2,31% em NY com temor de atraso na colheita brasileira

Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta nesta quinta-feira (11) na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em setembro avançou 2,31% e encerrou o pregão cotado a US$ 2,50 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços atingiram os maiores níveis da semana diante das preocupações com o ritmo da colheita no Brasil. As chuvas persistentes nas principais regiões produtoras do país têm gerado receio de atrasos nos trabalhos de campo.

A empresa de meteorologia Vaisala informou que são esperadas precipitações de moderada a forte intensidade nas áreas cafeeiras brasileiras ao longo desta semana, com possibilidade de continuidade das chuvas também na próxima semana, fator que sustenta o viés de alta das cotações no mercado internacional.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York, em que o contrato com vencimento em outubro recuou 0,35% e fechou cotado a 14,34 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com a Barchart, o mercado foi pressionado pela valorização do dólar, que atingiu o maior nível dos últimos dois meses. Um dólar mais forte tende a reduzir a competitividade das commodities negociadas na moeda norte-americana, pesando sobre as cotações do açúcar.

Apesar da baixa, os preços conseguiram se afastar das mínimas do dia. O movimento ocorreu após a consultoria Czarnikow revisar sua projeção para o balanço global de açúcar na safra 2026/27. A empresa reduziu a estimativa de um excedente de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 10 mil toneladas.

A revisão reflete a expectativa de que as usinas brasileiras direcionem uma parcela maior da cana para a produção de etanol, favorecidas pela alta dos preços internacionais do petróleo, o que pode limitar a oferta global de açúcar e dar suporte às cotações.

Cacau

Os contratos futuros do cacau finalizaram o dia em queda, com o vencimento para setembro registrando queda de 1,15% e fechou cotado a US$ 3.798 por tonelada.

Segundo o Barchart, as cotações foram pressionadas por sinais de maior oferta global da commodity. A Costa do Marfim, maior produtora mundial de cacau, revisou para cima sua estimativa de recebimento de grãos nos portos do país nesta temporada.

Dados acumulados mostram que os produtores marfinenses entregaram 1,95 milhão de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 7 de junho de 2026, volume 18,9% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior. O aumento da oferta reforçou o movimento de baixa e levou os preços aos menores níveis das últimas duas semanas e meia.

Suco de laranja

No mercado de suco de laranja, os contratos futuros encerraram a sessão em queda. O vencimento para entrega em julho recuou 0,60%, fechando negociado a US$ 1,65 por libra-peso.

Algodão

Após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os contratos futuros do algodão encerraram em alta na bolsa de Nova York.

O contrato com vencimento em dezembro avançou 1,41% e fechou cotado a 73,36 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado foi sustentado pelos números positivos do relatório semanal de vendas para exportação dos Estados Unidos. Segundo o USDA, foram comercializados 207 mil fardos da safra 2025/26 na semana encerrada em 4 de junho, o maior volume registrado nas últimas nove semanas.

As vendas da nova safra também chamaram atenção, somando 298 mil fardos, o maior volume do atual ano comercial. Já os embarques alcançaram 300 mil fardos, superando o resultado da semana anterior e reforçando a demanda pela fibra norte-americana no mercado internacional.

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