O ex-diretor Daniel Filho, 88, revelou que os altos cargos que teve na dramaturgia da Globo trouxe consequências em seus relacionamentos interpessoais. Na última quarta-feira (27), o veterano afirmou que o poder o apresentou a “amigos falsos” e “inimigos poderosos”.
O artista entregou que sentiu muita solidão e ficou desgastado mentalmente durante o período em que trabalhou na liderança do canal carioca. “O poder é um lugar muito complexo que cria muitos amigos falsos e muitos inimigos poderosos”, disparou ele no “Sem Censura”, da TV Brasil.
Na entrevista, Filho contou que usou o argumento para justificar sua saída da empresa, no início dos anos 1990. “Até usei essa frase quando pedi demissão, que foi para espanto de todo mundo”, comentou.
“Eu estava ganhando uma fortuna. Eu disse: ‘Eu queria saber quem sou eu sem essa cadeira que estou sentado’. A cadeira do poder é uma cadeira que cria uma redoma em torno de você”, concluiu.
Trabalhos como diretor
Daniel Filho tem no currículo trabalhos no cinema e na TV desde a década de 1950. Na Globo, dirigiu sucessos como “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972), “Pecado Capital” (1975), “Dancin’ Days” (1978) e “Brilhante” (1981).
No cinema, garantiu destaque ao dirigir longas como ” Cazuza – O Tempo Não Para” (2004), “Se Eu Fosse Você” (2006), “Primo Basílio” (2007) e “Se Eu Fosse Você 2” (2009).
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