O fortalecimento da relação entre Brasil e Estados Unidos foi o foco do Brasil-U.S. Industry Day, realizado em Nova York durante a Brazilian Week. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, o encontro reuniu empresários, investidores e autoridades para discutir caminhos de cooperação entre os dois países.
O evento buscou ampliar o diálogo sobre temas considerados estratégicos para a indústria, como inovação, transformação digital, minerais críticos e integração produtiva. A proposta foi aproximar o setor privado das discussões sobre competitividade industrial e fortalecer a relação bilateral em um cenário global de mudanças econômicas e tecnológicas.
“A parceria do Brasil e EUA é de extrema relevância para a indústria. Se trata do primeiro destino de exportações de alto valor agregado, de alta intensidade tecnológica, exportações que trazem um efeito multiplicador de muita relevância para a economia brasileira”, afirmou Constanza Negri, gerente de comércio e integração internacional da CNI.
Segundo a CNI, mais de 90% do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos está ligado a produtos intermediários, usados diretamente nos processos produtivos dos dois países. Essa característica ajuda a explicar o nível de integração industrial entre as economias.
Integração produtiva e desafios globais
O encontro também ocorreu em meio a discussões sobre tarifas, barreiras comerciais e mudanças no cenário econômico internacional. Para a CNI, além das negociações comerciais, a relação entre os países passa cada vez mais por agendas de cooperação tecnológica e inovação industrial.
“Quando Brasil e EUA se sentam na mesa para discutir, existe uma série de temas importantes. Em primeiro lugar eliminar medidas tarifárias e barreiras não tarifárias. Existe uma série de medidas adotadas nesse governo atual dos EUA que causam preocupações no ponto de vista de um aumento de impostos de exportação. Mas nossas pautas também se baseiam numa relação de cooperação e que é de tanta relevância para a indústria brasileira”, completou a gerente da CNI.
