A seleção da República Democrática do Congo foi obrigada a cancelar eventos de preparação para a Copa do Mundo em Kinshasa devido ao surto de ebola e seguirá os treinamentos na Bélgica, informou um porta-voz da equipe.
A delegação planejava realizar um treino aberto ao público, além de uma cerimônia de despedida com o presidente do país, Félix Tshisekedi, na próxima segunda-feira (25), antes da viagem para a Copa do Mundo, que será disputada em Canadá, México e Estados Unidos.
Entretanto, restrições de viagem impostas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) em resposta ao surto tornaram necessária a mudança de planos, segundo o porta-voz em entrevista à Reuters.
O CDC proibiu a entrada de pessoas sem passaporte norte-americano que tenham estado na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Por isso, todos os integrantes da comissão técnica baseados na República Democrática do Congo precisarão deixar o país até esta quinta-feira (21) para conseguirem entrar nos Estados Unidos sem restrições. A delegação pretende desembarcar no país entre os dias 10 e 11 de junho.
O gerente da seleção, Dodo Landu, minimizou as alterações no cronograma da equipe.
“A mudança não é muito grande, porque teríamos apenas três dias em Kinshasa”, afirmou à RFI.
“Vamos apenas manter o programa na Bélgica. O evento de 25 de maio acontecerá em Bruxelas, e não em Kinshasa”.
Durante a Copa do Mundo, a seleção ficará baseada em Houston, no Texas. Todo o elenco de jogadores, anunciado na segunda-feira, atua em clubes fora da República Democrática do Congo, a maioria deles na Europa.
O Departamento de Serviços de Saúde do Texas informou na quarta-feira que está “trabalhando em estreita colaboração com o CDC, a Fifa e departamentos locais de saúde para garantir a saúde e a segurança das equipes, torcedores e moradores do Texas”.
A República Democrática do Congo estreia na Copa do Mundo contra Portugal, em Houston. Depois, enfrenta a Colômbia, em Guadalajara, e encerra a participação na fase de grupos diante do Uzbequistão, em Atlanta.
Até quarta-feira, o surto de ebola no país registrava 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas.
