Os mercados acionários da Ásia e dos Estados Unidos operam em alta impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial e pelas expectativas de crescimento das empresas ligadas ao setor.
Mesmo diante das preocupações com inflação e juros elevados, os investidores continuam alocando capital em companhias de tecnologia apostando em um ciclo de expansão de longo prazo.
Segundo Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, o mercado de tecnologia trabalha com uma lógica diferente dos ciclos econômicos de curto prazo.
“Quando o mercado olha para tecnologia, ele não está pensando na recessão deste ano ou do próximo, mas em um ciclo de crescimento a partir de 2027. A expectativa é que essas empresas e a própria economia estejam em outro patamar daqui alguns anos”, afirma Thiago.
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O movimento tem sido mais forte principalmente nos mercados asiáticos e americanos, onde estão concentradas as maiores empresas de tecnologia e infraestrutura de IA. Já as bolsas europeias vêm apresentando um desemprenho mais contido.
Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, isso acontece em razão de a Europa ainda possuir menos companhias capazes de capturar esse movimento.
Pascowitch ainda avalia que o atual momento do mercado também é resultado do excesso de liquidez global, quando há muito dinheiro disponível procurando oportunidades de investimento.
Além das expectativas sobre o crescimento do setor, investidores também observam indicadores usados para avaliar o preço das ações.
Um dos principais é o P/L, ou preço sobre lucro, que mede quantos anos de lucro seriam necessários para “pagar” o valor de mercado de uma empresa.
Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, as ações ligadas à IA já embutem projeções bastante agressivas de crescimento, de 20% ao ano.
Marilia também observa que muitas empresas ligadas à infraestrutura da inteligência artificial possuem posição dominante no mercado, o que aumenta a confiança dos investidores na capacidade dessas companhias manterem crescimento e rentabilidade.
“As empresas de infraestrutura da IA são, de certa forma, monopolistas. Isso justifica aquela visão do Warren Buffett de investir em empresas que conseguem repassar preço”, afirma.
Esse movimento mostra que o mercado acionário costuma olhar muito mais para o futuro do que para os resultados atuais, diz Bernardo.
“Os investidores de ações precificam sempre o futuro. Eles trazem a valor presente o fluxo de caixa ou a geração de receita que aquela empresa terá daqui dois, cinco ou até 20 anos”, afirma.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

