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Projeto de lei: especialista avalia benefício do cordão roxo para Alzheimer

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Projeto de lei: especialista avalia benefício do cordão roxo para Alzheimer

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou, na última sexta-feira (15), o Projeto de Lei 334/26, que cria o cordão roxo para identificação de pessoas com Alzheimer. A proposta, apresentada por Laura Carneiro, tem como objetivo facilitar o reconhecimento dessas pessoas em locais públicos, evitando situações de conflito ou constrangimento.

O projeto ainda precisará ser avaliado por outras duas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no Senado Federal. A iniciativa representa um passo importante no debate sobre a proteção de pessoas com demência em espaços coletivos.

Especialista avalia benefícios e pontos de atenção

O geriatra Leonardo Oliva, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, avaliou positivamente a proposta, destacando a importância da sinalização visual para a proteção desse grupo. “A identificação dos pacientes com demência pode favorecer a proteção desse indivíduo, principalmente em espaços públicos”, afirmou. Para ele, trata-se de “uma necessidade real”, e a sinalização por meio do cordão roxo “parece adequada”.

No entanto, Oliva também apontou aspectos que merecem discussão. Um dos questionamentos levantados diz respeito à existência de uma identificação já utilizada no Brasil: o cordão com girassóis, destinado a pessoas com deficiências não visíveis, que também contempla indivíduos com demência. Segundo o especialista, a criação de um novo cordão pode “trazer uma maior complexidade de entendimento” em vez de favorecer essa população específica.

Treinamento é apontado como essencial

Além da identificação visual, Leonardo Oliva ressaltou que o cordão, por si só, não é suficiente. “A gente precisa ter uma sinalização, mas a gente precisa também ter um treinamento das pessoas que vão lidar com esses indivíduos”, destacou. O especialista citou aeroportos, rodoviárias, bancos e unidades de saúde como os principais locais onde esse preparo seria indispensável, para que as pessoas possam entender o significado do cordão e saber como agir diante de alguém que o utilize.

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