O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a guerra contra o Irã com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, nesta quinta-feira (14), enquanto novos ataques foram feitos contra embarcações perto do Estreito de Ormuz.
No caso mais recente, a Índia disse que um de seus navios foi atacado na costa de Omã. O país não forneceu imediatamente mais detalhes, mas informou que toda a tripulação estava segura.
Além disso, a agência de segurança marítima britânica UKMTO informou nesta quinta que “pessoas não autorizadas” haviam embarcado em um navio ancorado na costa do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e o estavam conduzindo em direção ao Irã.
A segurança nessa área é particularmente sensível, pois Fujairah é o único porto petrolífero dos Emirados Árabes Unidos no outro lado do estreito, permitindo que algumas exportações cheguem aos mercados sem passar por ele.
O Irã incluiu essa parte do litoral em um mapa ampliado que divulgou na semana passada sobre as águas que afirma estarem sob seu controle.
O regime iraniano tem permitido a passagem de alguns navios pelo estreito por meio de acordos especiais. O país permitiu a passagem de um navio-tanque japonês na quarta-feira (13).
A agência de notícias iraniana Fars informou nesta quinta-feira um acordo para permitir a passagem de alguns navios chineses.
O porta-voz do Judiciário do Irã, Asghar Jahangir, pontuou nesta quinta que a apreensão de “navios-tanque dos EUA” que violavam as normas iranianas estava sendo realizada de acordo com as leis nacionais e internacionais.
China e EUA concordam sobre Ormuz
Após a reunião de Trump e Xi, uma autoridade da Casa Branca afirmou que os líderes concordaram que o estreito deve ser aberto e que o Irã nunca deve obter armas nucleares.
A China é próxima do Irã e o principal comprador de seu petróleo.
Em uma entrevista à CNBC em Pequim, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse acreditar que a China “fará o que puder” para ajudar a abrir o estreito, o que, segundo ele, é “muito do interesse deles”.
Mas a diplomacia para acabar com a guerra está suspensa desde a semana passada, quando Teerã e Washington rejeitaram as últimas propostas um do outro, mantendo as exigências iniciais que cada um considera como “linhas limite”.
O Irã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz para outros navios além dos seus desde que Estados Unidos e Israel lançaram sua campanha de bombardeio há dois meses e meio, causando a maior interrupção já ocorrida no fornecimento global de energia.
Os EUA interromperam o bombardeio no mês passado, mas acrescentaram um bloqueio aos portos do Irã.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

