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Empresa americana com terras raras no Brasil mira IPO milionário nos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Empresa americana com terras raras no Brasil mira IPO milionário nos EUA

A Rare Earths Americas, empresa de minerais críticos com projetos de terras raras nos Estados Unidos e no Brasil, anunciou o lançamento de sua oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos. O anúncio foi feito na última terça-feira (28).

A companhia pretende vender aproximadamente 2,8 milhões de ações ordinárias, com faixa indicativa de preço entre US$ 17 e US$ 19 por papel.

No topo da faixa, a oferta pode movimentar cerca de US$ 53 milhões, sem considerar a opção adicional de até 0,4 milhão de ações que poderá ser concedida aos bancos coordenadores, instituições financeiras responsáveis por estruturar a operação, apresentar a empresa a investidores e distribuir os papéis no mercado.

A Rare Earths Americas pretende listar suas ações na NYSE American, bolsa voltada a empresas de pequeno e médio porte nos Estados Unidos.

Segundo o comunicado ao mercado, os recursos captados com a oferta serão usados para financiar aquisição de terras, pagamentos de opções, perfurações, testes metalúrgicos, licenciamento e preparação de relatório técnico no projeto Shiloh, nos Estados Unidos.

A empresa também pretende direcionar recursos para exploração, avaliação, consolidação de áreas, estudos metalúrgicos, engenharia e licenciamento dos projetos Alpha e Constellation, no Brasil.

Eventuais recursos remanescentes poderão ser usados na avaliação de outros projetos exploratórios, além de capital de giro e finalidades corporativas gerais.

A operação ocorre em meio ao aumento do interesse de investidores por ativos de minerais críticos fora da China, especialmente em terras raras usadas em ímãs permanentes, defesa, veículos elétricos, energia, robótica e eletrônicos.

No Brasil, a tese da Rare Earths Americas está concentrada em dois projetos de argila iônica: Constellation, em Minas Gerais, e Alpha, na Bahia.

O Constellation fica na região de Poços de Caldas, em Minas Gerais, área conhecida por abrigar alguns dos principais projetos de terras raras do Brasil.

A empresa afirma que neodímio, praseodímio, disprósio e térbio representam mais de 22% dos óxidos contidos no projeto. Esses elementos estão entre os mais relevantes para a cadeia de ímãs permanentes de alto desempenho, usados em aplicações como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

O Constellation possui cerca de 59,5 km² de áreas, com o recurso atual limitado a 16 km². A leitura da empresa é que isso abre espaço para expansão futura da base mineral, embora o avanço dependa de novas etapas de exploração e avaliação técnica.

Já o projeto Alpha, localizado na Bahia, reúne 36 licenças e mais de 496 km² de áreas.

A companhia afirma que neodímio, praseodímio, disprósio e térbio representam mais de 24% dos óxidos contidos no Alpha, o que posicionaria o projeto para atender à demanda por terras raras magnéticas.

Apesar do avanço da oferta, os projetos ainda estão em fase de desenvolvimento e dependem de etapas adicionais, como novas campanhas de exploração, testes metalúrgicos, estudos de engenharia, licenciamento e definição de rotas de processamento.

A própria empresa se apresenta como uma companhia em estágio de exploração, voltada ao desenvolvimento de um portfólio de ativos de terras raras pesadas nos Estados Unidos e no Brasil.

A empresa informou que o registro da oferta foi protocolado na SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, mas ainda não havia se tornado efetivo no momento do comunicado. Por isso, as ações ainda não poderiam ser vendidas nem ofertas de compra poderiam ser aceitas antes da efetivação do registro.

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