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ABPA: Produção de carne suína supera 5,5 milhões de toneladas no ano

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
ABPA: Produção de carne suína supera 5,5 milhões de toneladas no ano

O setor de carne suína no Brasil encerrou 2025 com desempenho sólido e reforço de sua posição estratégica no comércio global de proteínas, conforme os dados divulgados no Relatório Anual da  ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), que aponta o país como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador mundial da proteína.

O avanço ocorre em um ambiente de competitividade internacional elevada e custos pressionados por insumos agrícolas, mas sustentado por ganhos de eficiência e expansão de mercados.

O Valor Bruto de Produção da suinocultura atingiu R$ 63,1 bilhões no ano passado e o resultado reflete um setor de alta escala e forte integração entre produção primária, indústria frigorífica e cadeia de exportação.

O volume produzido chegou a 5,592 milhões de toneladas, mantendo o Brasil entre os principais players globais do segmento.

O relatório destaca ainda a concentração produtiva na região Sul, que segue como principal polo da suinocultura nacional. Santa Catarina lidera a capacidade de abate com 18 plantas sob inspeção federal, seguido por Paraná, com 16, e Rio Grande do Sul, com 14. Minas Gerais e São Paulo também aparecem com participação relevante, ambos com 14 e 6 estabelecimentos, respectivamente.

A estrutura produtiva é sustentada por um número significativo de matrizes ativas, elemento considerado central para garantir estabilidade na oferta e previsibilidade ao setor.

No campo dos custos, a alimentação animal segue como principal variável de impacto. Milho e farelo de soja representam cerca de 90% da composição da ração, o que mantém a suinocultura diretamente exposta à volatilidade do mercado de grãos.

A busca por eficiência tem levado a cadeia a ampliar o uso de tecnologias como biodigestores. O sistema permite transformar resíduos da produção em energia, reduzindo custos operacionais e ampliando práticas de sustentabilidade.

No mercado interno, o Brasil destinou 72,99% da produção ao consumo doméstico em 2025. O consumo per capita atingiu média de 19,1 quilos por habitante ao ano, consolidando a carne suína como uma proteína cada vez mais presente na dieta dos brasileiros.

Mercado externo

No comércio exterior, o desempenho também foi expressivo. As exportações somaram 1,510 milhão de toneladas, equivalente a 27,01% da produção nacional. O resultado gerou receita de US$ 3,6 bilhões.

A carne suína brasileira alcançou 94 países no último ano, ampliando sua presença internacional e reforçando o posicionamento do país como fornecedor global relevante. O Brasil detém atualmente 15,2% de participação no mercado mundial de exportação da proteína.

A manutenção do status sanitário é apontada como um dos principais pilares da competitividade do setor. O país segue reconhecido como livre de Peste Suína Africana, condição considerada decisiva para a abertura e manutenção de mercados importadores.

A ABPA também destaca o impacto socioeconômico da cadeia produtiva. Municípios com presença de plantas frigoríficas tendem a registrar maior dinamismo econômico, com geração de emprego, renda e melhora em indicadores de desenvolvimento local, segundo dados citados do FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

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