Plataforma RedeAr leva sensores para monitoramento da qualidade do ar em regiões distante da Amazônia Legal. Foto: Divulgação/IPAM Amazônia
A RedeAr, plataforma desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), foi premiada pelo fundo EPIC Air Quality Fund pelo trabalho de ampliar a cobertura e a disponibilidade de informações sobre a qualidade do ar na Amazônia. O prêmio reconhece iniciativas que ampliam o acesso a essas informações e transformam dados em evidências para orientar ações e políticas públicas.
Com a conquista, o financiamento permitirá ampliar e fortalecer a RedeAr, com a instalação de 40 novos sensores e a manutenção dos equipamentos já em operação. A expansão priorizará áreas da Amazônia Legal com pouca ou nenhuma cobertura, especialmente regiões afetadas por queimadas.
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“Para nós, essa conquista representa o reconhecimento da importância de levar o monitoramento da qualidade do ar a uma região que ainda possui grandes lacunas de dados e, principalmente, de transformar essas informações em uma ferramenta para a sociedade e para a tomada de decisão”, relata Vanessa Ribeiro, pesquisadora do IPAM e uma das idealizadoras da plataforma.
Embora a Amazônia esteja entre as regiões brasileiras mais afetadas pela poluição provocada pelas queimadas, ainda possui poucos dados terrestres contínuos sobre a qualidade do ar. A lacuna de informações dificulta a identificação de onde, quando e por quanto tempo as populações estão expostas a concentrações elevadas de poluentes, sobretudo em áreas remotas onde vivem povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.
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O que é a RedeAr?
A RedeAr é uma plataforma de monitoramento da qualidade do ar desenvolvida para acompanhar em tempo real os índices de poluentes atmosféricos em todo o Brasil, especialmente onde vivem povos e comunidades tradicionais. Ela foca em três principais objetivos: visualização, armazenamento e disponibilidade dos dados de sensores de diferentes parceiros da rede de monitoramento.
Por meio de uma rede de sensores distribuídos estrategicamente, a plataforma coleta dados de material particulado (PM2.5 e PM10), umidade relativa do ar e temperatura, transformando essas informações em dados abertos e acessíveis para pesquisadores, gestores públicos e a sociedade civil.
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O objetivo da RedeAr é fortalecer a rede de monitoramento da qualidade do ar no Brasil, fornecendo dados em tempo real para auxiliar na elaboração de políticas públicas que impactem positivamente na saúde da população. Os pesquisadores lançaram um novo sensor nacional, mais barato e adaptado ao clima tropical. Os dispositivos registram a qualidade do ar a cada dois minutos e foram projetados para funcionar mesmo em áreas com conectividade intermitente.
Com a expansão da rede, os dados poderão ajudar comunidades a conhecerem as condições ambientais de seus territórios, apoiar pesquisadores em análises sobre distribuição da poluição e fornecer aos gestores públicos evidências para identificar áreas prioritárias e planejar ações.
“Estamos construindo uma infraestrutura de informação ambiental capaz de aproximar o conhecimento produzido em campo das necessidades dos territórios e da gestão pública. É essa integração que pode fazer do monitoramento uma ferramenta efetiva para a qualidade do ar no país”, finaliza Ribeiro.
Mais informações sobre a RedeAr estão disponíveis no site da plataforma.
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM, escrito por Nikole Cantoara
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