O contrato futuro da soja para entrega em novembro recuou 0,33% nesta segunda-feira (12) e encerrou a sessão cotado a US$ 12,87 por bushel na Bolsa de Chicago.
Segundo a Granar, os preços fecharam em leve queda após a valorização de cerca de 1% registrada na sessão anterior. A movimentação ocorreu em um dia de poucos indicadores, devido ao feriado administrativo nos Estados Unidos em comemoração ao Dia de Colombo.
Entre os fatores de pressão sobre as cotações esteve o avanço da colheita americana, favorecida pelas condições climáticas, especialmente no Meio-Oeste do país. Analistas privados projetam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informe, no próximo relatório semanal, que os trabalhos alcançaram mais de 40% da área cultivada, ante 25% na semana anterior.
A expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos também pesou sobre o mercado. Na sexta-feira, o USDA estimou a produção de soja do país em 124,15 milhões de toneladas na temporada 2026/27, acima dos 115,97 milhões de toneladas colhidos no ciclo anterior e dos 121,51 milhões registrados em 2021/22, até então o maior volume da série histórica. A perspectiva de maior oferta tem incentivado os produtores a avançar nas vendas, segundo a consultoria.
No Brasil, o plantio da safra 2026/27 também avançou após as chuvas registradas na semana passada. De acordo com a AgRural, as precipitações favoreceram os trabalhos nos estados onde a semeadura já havia começado e estimularam produtores que ainda não tinham iniciado as operações a entrar nas lavouras.
Com dados apurados até quinta-feira, a consultoria estimou que o plantio brasileiro havia alcançado 15% da área prevista, ante 7% na semana anterior e 14% no mesmo período do ano passado.
Milho
O contrato do milho para entrega em dezembro registrou alta de 0,68% e encerrou a sessão negociado a US$ 4,83 por bushel na Bolsa de Chicago.
Segundo a Granar, a valorização ocorreu após o cereal acumular perdas superiores a 9% nas duas semanas anteriores. A recuperação foi limitada e esteve associada principalmente a fatores técnicos, com operações de hedge realizadas por fundos de investimento.
Outro fator que trouxe algum suporte às cotações foi o ritmo da colheita nos Estados Unidos. Os agricultores estão priorizando a retirada da soja das lavouras em relação ao milho. Analistas privados esperam que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informe, no próximo relatório, que a colheita da oleaginosa alcançou 36% da área plantada, ante 23% na semana anterior.
Trigo
O contrato do trigo para entrega em dezembro registrou alta de 0,19% e encerrou a sessão negociado a US$ 6,72 por bushel na Bolsa de Chicago.
Segundo a Granar, os preços do cereal fecharam com resultados mistos nos mercados americanos nesta segunda-feira, após acumularem seis semanas consecutivas de perdas. Entre os fatores de pressão sobre as cotações estão a liquidação de contratos por fundos de investimento e a valorização do dólar em relação ao euro, que reduz a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional.
Com o encarecimento relativo do produto americano, o trigo da União Europeia ganha espaço para atender compradores que enfrentam dificuldades para receber cargas de seus fornecedores habituais, Rússia e Ucrânia, em meio aos entraves logísticos e às tensões na região do Mar Negro.
A ausência de novos dados de relatórios oficiais dos Estados Unidos, em razão do feriado parcial no país, também limitou a disponibilidade de indicadores para orientar as negociações. Nesse cenário, as atenções permaneceram voltadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia e aos possíveis efeitos sobre o comércio de grãos.
Segundo a Granar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar, em publicação na rede social Truth Social, uma possível trégua energética entre os dois países. Trump afirmou que a medida teria efeito imediato, embora, de acordo com o relato da consultoria, a iniciativa tenha sido anunciada sem consulta prévia às partes envolvidas.

