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El Niño: IIAP utiliza drones, bioinsumos e DNA ambiental para reduzir riscos em florestas no Peru

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
El Niño: IIAP utiliza drones, bioinsumos e DNA ambiental para reduzir riscos em florestas no Peru

O IIAP está utilizando drones, bioinsumos e DNA ambiental para reduzir o risco do impacto do El Niño na floresta tropical de altitude. Foto: Foto: Reprodução/Agência Andina/Editora Perú

O litoral e as terras altas não são as únicas áreas do Peru afetadas pelo El Niño. Na selva alta, chuvas intensas provocam deslizamentos de terra e secas prolongadas ressecam solos já fragilizados, deixando a terra propensa a incêndios.

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Diante desse cenário, o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, responde em regiões como San Martín com uma equipe multidisciplinar de profissionais que combina soluções biológicas, reflorestamento com drones, monitoramento ambiental e gestão de bacias hidrográficas. 

A magnitude desses efeitos depende da topografia e da extensão da perturbação florestal, explica Héctor Guerra Arévalo, especialista em Sistemas Agroflorestais do IIAP.

Em áreas desmatadas, as raízes já não conseguem segurar o solo, de modo que as fortes chuvas provocam deslizamentos de terra. As secas, por outro lado, afetam principalmente ecossistemas já frágeis, como as florestas sazonalmente secas da região central de Huallaga. 

El Niño: IIAP utiliza drones, bioinsumos e DNA ambiental para reduzir riscos em florestas tropicais de altitude
Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Ações do IIAP

Para evitar o colapso da agricultura familiar devido à lixiviação de nutrientes e à proliferação de pragas, o IIAP promove biofertilizantes feitos com microrganismos de montanha e fungos micorrízicos, juntamente com agentes de controle biológico, como os fungos Trichoderma e Beauveria bassiana, e biocidas à base de plantas, usados ​​para proteger culturas como o cacau.  

Guerra afirma que os sistemas agroflorestais que misturam árvores e culturas complementam essa estratégia, assim como a produção de cogumelos comestíveis, uma alternativa que garante renda quando o clima prejudica a colheita. 

Onde já ocorreram incêndios, a resposta muda de escala. Nesses locais, o IIAP utiliza drones que dispersam esferas com sementes de espécies nativas sobre as encostas danificadas, uma forma de alcançar terrenos que seriam quase inacessíveis a pé e ganhar tempo para a recuperação antes da chegada das fortes chuvas. 

Rio Mayo. Foto: Ludwig Z/Tripadvisor

Nos rios, o trabalho é menos visível, mas igualmente constante. Os pesquisadores monitoram a saúde da água usando DNA ambiental, uma técnica conhecida como eDNA, que rastreia o material genético deixado pelos organismos. Eles estão aplicando esse método na bacia do rio Mayo, onde também estão restaurando zonas ribeirinhas ao longo do rio Yuracyacu para proteger as fontes de água e as espécies sensíveis às mudanças de umidade, como anfíbios e peixes nativos. 

Com foco nos cenários de risco desenvolvidos pelo Cenepred e divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente para o verão de 2027, a abordagem científica busca romper com a inércia reativa.  

Guerra destaca que a chave para a selva alta é parar de contabilizar as perdas após cada desastre e consolidar uma proteção preventiva que combine dados de satélite, biotecnologia e gestão de bacias hidrográficas para manter os meios de subsistência das comunidades amazônicas.  

*Com informações da Agência Andina

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