Foto: Reprodução/IIAP
O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP ), órgão do Ministério do Meio Ambiente, apresentou uma produção audiovisual imersiva que permite ao público acompanhar seus pesquisadores durante o trabalho de campo na Reserva Nacional Allpahuayo Mishana. A visita guiada mostra como os especialistas instalam armadilhas fotográficas, dispositivos de monitoramento bioacústico (AudioMoth) e realizam levantamentos de aves para gerar dados científicos.
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A experiência transporta o usuário para o coração desse ecossistema amazônico e permite que ele observe, da perspectiva dos pesquisadores, as técnicas que utilizam para monitorar a vida selvagem sem alterar seu comportamento natural. O conteúdo combina imagens em 360° com depoimentos de especialistas, que explicam a importância de cada ferramenta e sua contribuição para a pesquisa científica.
As câmeras-armadilha capturam fotos e vídeos quando ativadas por um sensor de calor infravermelho ao detectar a passagem de animais.
“Antes de instalá-las, verificamos a configuração do equipamento, o estado da bateria e a capacidade de armazenamento. Em seguida, selecionamos pontos estratégicos para obter registros confiáveis da presença e atividade da vida selvagem”, explicou Fredy Arévalo Dávila, chefe do Centro de Pesquisa Allpahuayo Mishana.

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Experimento também revela os sons da Amazônia
O monitoramento também incorpora dispositivos bioacústicos AudioMoth, que gravam continuamente os sons da floresta. Usando essas gravações, os pesquisadores identificam pássaros, anfíbios, mamíferos e insetos por suas vocalizações, mesmo quando não podem ser observados diretamente.
Para proteger o equipamento das chuvas intensas da Amazônia, o IIAP utiliza invólucros herméticos feitos de materiais reutilizáveis. Estes incorporam uma membrana acústica impermeável que impede a entrada de água sem afetar a qualidade das gravações, permitindo que o monitoramento continue mesmo em condições climáticas adversas.
O vídeo também inclui excursões de observação de aves, uma atividade fundamental para a compreensão da diversidade e do comportamento das espécies que habitam as florestas de areia branca da reserva. A esse respeito, o biólogo Francisco Vázquez Arévalo, especialista em ornitologia amazônica do IIAP, observou que, durante a estação chuvosa, as gravações de áudio permitem a identificação de espécies difíceis de observar diretamente, principalmente nessas florestas.

A Reserva Nacional Allpahuayo Mishana, localizada a cerca de 20 quilômetros a sudoeste de Iquitos, protege uma amostra representativa das florestas de areia branca da Amazônia peruana. Este ecossistema abriga espécies de flora e fauna altamente especializadas, muitas delas endêmicas.
As informações obtidas por meio dessas investigações fortalecem o conhecimento científico e fornecem evidências para a conservação desse patrimônio natural.
*Com informações do Instituto de Pesquisas da Amazônia do Peru
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