Aves silvestres foram reintroduzidas à natureza durante a primeira soltura realizada pelo Projeto ASAS Atem. Foto: Divulgação/Grupo Atem
Um grupo de aves silvestres foi reintroduzido à natureza durante a primeira soltura realizada pelo Projeto ASAS Atem, do Grupo Atem, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no dia 2 de julho em uma área verde próxima ao rio Negro, na Zona Sul de Manaus (AM).
O grupo era formado por duas araras, um tucano-de-papo-branco, um papagaio-da-várzea e uma curiquinha-verde, resgatadas pelo Ibama, e que estavam abrigadas na Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) construída pelo Grupo Atem – a única autorizada pelo instituto na capital amazonense.
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O Projeto ASAS Atem recebe animais oriundos de apreensões relacionadas ao tráfico de animais silvestres, resgates em situações de maus-tratos, acidentes e entregas voluntárias, para dar continuidade ao processo de reabilitação em um ambiente cercado pela fauna e flora amazônicas. Nesse período, os animais recuperam comportamentos silvestres encaminhados pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), essenciais para que possam ser devolvidos à natureza segurança.
O coordenador do ASAS Atem, Igor Andrade, explica que a iniciativa, desenvolvida pelo Grupo Atem e com acompanhamento técnico do Ibama, foi estruturada ao longo de dois anos. Da escolha da área à construção da estrutura e ao processo de licenciamento, todas as etapas seguiram os critérios técnicos estabelecidos pelo órgão ambiental.
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A estrutura foi implantada em um local cercada pela floresta amazônica, às margens do Rio Negro. O espaço conta com um recinto de adaptação de aproximadamente 14 metros de altura, projetado para permitir que as aves recuperem gradualmente a capacidade de voo, além de uma área de apoio destinada ao preparo e armazenamento da alimentação.
Segundo Igor, a proposta vai muito além da construção de um recinto: “Mais do que recuperar o voo, queremos que os animais recuperem seus instintos. Aqui eles voltam a ouvir os sons da floresta, sentir o vento, reconhecer os alimentos naturais, reaprender a se orientar e readquirir os comportamentos necessários para sobreviver em liberdade”.
Da recuperação das aves ao retorno à natureza
Antes de chegarem à ASAS Atem, os animais passam por um criterioso processo de recuperação no Ibama. As aves normalmente chegam debilitadas, lesionadas ou com a capacidade de voo comprometida. Durante a reabilitação, passam por avaliações clínicas, sanitárias e comportamentais, recebem acompanhamento veterinário e recuperam gradualmente a musculatura necessária para voltar a voar.
Todos os animais também recebem identificação individual por meio de anilhas, permitindo ao Ibama acompanhar seu histórico e monitorar as espécies.

Aves silvestres foram reintroduzidas à natureza durante a primeira soltura realizada pelo Projeto ASAS Atem. Foto: Divulgação/Grupo Atem
Na ASAS Atem, a reabilitação continua em um ambiente preparado para reproduzir as condições naturais. Durante aproximadamente dois meses, o contato com pessoas é reduzido e a alimentação passa a ser composta pelos mesmos alimentos encontrados na floresta, como castanhas, açaí, banana, buriti, pupunha e tucumã. O objetivo é estimular a retomada dos hábitos naturais e preparar os animais para viverem de forma independente após a soltura.
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A primeira soltura realizada pelo Projeto ASAS Atem representa a conclusão do processo de reabilitação das aves encaminhadas para a área de adaptação antes do retorno à natureza. A iniciativa fortalece as ações de conservação da fauna amazônica ao proporcionar condições para que os animais recuperem comportamentos essenciais à sobrevivência em liberdade, como voo, alimentação e interação com o ambiente natural. Para Igor, o projeto demonstra como a iniciativa reforça um compromisso ambiental.
“É um investimento que envolve infraestrutura, manutenção da área, segurança, equipe especializada e diversos outros recursos. É um grande exemplo de como uma empresa pode contribuir efetivamente para a conservação ambiental”, afirma.
A expectativa é que novas aves encaminhadas pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) passem pela área de adaptação antes de retornarem ao habitat natural, ampliando a capacidade de conservação da fauna amazônica e fortalecendo a rede de proteção à biodiversidade na região.
*Com informações da assessoria
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