A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ) vai levar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma série de denúncias envolvendo supostas irregularidades em gravações realizadas para a Record.
Segundo o presidente da entidade, Hugo Gross, o sindicato tem recebido relatos de prestadores de serviço que apontam desde supostos maus-tratos a profissionais até possíveis irregularidades trabalhistas e previdenciárias.
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Em conversa com a coluna, Hugo Gross afirmou que o caso será formalmente encaminhado ao MPT. A denúncia é contra a Record, a Casa Blanca e a produtora Siriella.





Hugo Gross é presidente do Sated-RJ
Reprodução/InstagramHugo Gross
Instagram/ReproduçãoHugo Gross
Arquivo PessoalHugo Gross é presidente do Sated-RJ
Arquivo Pessoal“O Sated-RJ tem recebido várias denúncias dos prestadores de serviços da Record sobre: maus-tratos dos gestores Fábio e Bruno em gravações, como grosserias, xingamentos; refeitório insalubre, onde pombos se misturam com comida; atores sem registros; figuração atuando como dublê (se lesionando sem acompanhamento médico); retenção dolosa da contribuição previdenciária dos figurantes sem repasse para o INSS”, disparou ele.
O presidente do sindicato também afirmou que há denúncias relacionadas ao uso de profissionais sem registro e à contratação de pessoas sem qualificação para determinadas funções.
“Dublês sem registros (sem o DRT), deve ser alguma empresa prestadora. Ontem teve uma gravação onde foram usados vários figurantes sem preparo, sem registro profissional. Me foi informado que eram fiéis de igreja atuando como profissionais”, disse ele.
Além disso, Hugo Gross cita problemas relacionados às condições de trabalho durante as gravações. “Alimentação racionada no SET, constante alterações nas rotinas de gravação sem aviso prévio estabelecido em convenção coletiva. Não levando o artista em casa na madrugada após gravações”, falou.
Para o presidente do Sated-RJ, as denúncias são graves e precisam ser apuradas pelas autoridades competentes. “É inadmissível maus-tratos de produtores com figurantes nessa atual conjuntura”, destacou ele.

