Candiru-açu devora frango inteiro em menos de dois minutos em Rondônia. Foto: Reprodução/Instagram-flavioterassini
Um experimento realizado pelo biólogo Flávio Terassini durante uma expedição na última semana ganhou as redes sociais: ele joga um frango cru no rio, amarrado em uma corda, e em menos de dois minutos os temidos candirus (dezenas deles) destroçam a “isca gigante”.
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Existem várias espécies de candiru. O que aparece no vídeo é o candiru-açu, um tipo que se alimenta de carne. Ele é diferente dos candirus hematófagos, que se alimentam de sangue e ficaram “famosos” por entrar na uretra de humanos.
No vídeo registrado por Flávio Terassini, é possível ver que os animais agem de forma voraz e em cardume. Em determinado momento, eles chegam a cortar a corda que segurava o alimento e continuam se alimentando quando o frango é devolvido ao rio.
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Apesar da voracidade, o ataque do candiru-açu em humanos vivos é considerado raro.
“Eles se alimentam de qualquer animal morto ou ferido no rio. Pode ser um peixe, um boto ou até um animal de grande porte, como um cavalo. Infelizmente, isso inclui também seres humanos em casos de mortes na água”, disse
O que é o candiru-açu?
O pesquisador e especialista em diversidade e biogeografia de peixes de água doce, Fernando Dagosta, explicou as características da espécie. Segundo ele, o candiru-açu é um tipo de bagre carniceiro, diferente do candiru hematófago, considerados “verdadeiros”.
“O candiru-açu tem dentes bem desenvolvidos, usados para cortar e arrancar pedaços de carne”, afirmou.
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O peixe vive principalmente em rios de águas escuras, como o Madeira e seus afluentes. De acordo com o especialista, a espécie forma grandes cardumes e tem o olfato altamente desenvolvido, o que facilita localizar alimento mesmo em ambientes com pouca visibilidade.
“Eles se orientam muito mais pelo cheiro do que pela visão. Por isso conseguem encontrar rapidamente animais mortos ou em decomposição”, explicou.
Embora as piranhas sejam frequentemente associadas à remoção de partes de corpos em rios amazônicos, o especialista afirma que, em muitos casos, o candiru-açu está entre os primeiros a chegar.
*Por Raíssa Fontes, da Rede Amazônica RO
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