O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta 5ª feira (22.out.2026) que a população poderá fiscalizar a divulgação dos documentos financeiros e patrimoniais dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, o site com as informações será público e permitirá acompanhar o cumprimento do acordo para a abertura dos sigilos.
“Mais que nós confiarmos, vocês vão fiscalizar, o povo brasileiro vai fiscalizar. O site é público, então vocês vão entrar minuto a minuto, hora a hora para saber quem é que está cumprindo aquilo que foi assinado aqui hoje”, declarou.
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ENTENDA
A disputa teve início no debate da Band, realizado no domingo (18.out), quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos. Na 3ª feira (20.out), o presidente encaminhou os documentos ao TSE, voltou a cobrar a divulgação dos dados e afirmou que a população deveria saber “quem é ladrão neste país, quem é corrupto”.
A campanha de Flávio respondeu com 19 exigências, entre elas a apresentação de documentos de Lula e de pessoas relacionadas ao petista desde 2003, ano em que assumiu seu 1º mandato presidencial. A equipe do senador sustenta que a divulgação deve abranger toda a trajetória de Lula no Executivo federal.
Edinho participou, ao lado de outros integrantes do PT, da mobilização para formalizar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a aceitação das 19 condições apresentadas por Flávio.
A campanha petista afirma que concordou com todas as exigências do senador e cobra que o adversário também autorize a divulgação dos documentos solicitados. Entre os dados discutidos estão movimentações bancárias, declarações fiscais e informações de familiares e empresas relacionadas aos candidatos.
Flávio, por sua vez, condiciona a apresentação de seus documentos à análise dos registros de Lula e de pessoas ligadas ao presidente. A defesa do candidato do PL afirma que é necessário verificar se todas as exigências foram efetivamente atendidas antes de dar prosseguimento à divulgação.
As campanhas dos candidatos chegaram a um acordo nesta 5ª feira (22.out.2026) sobre as condições para a abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O entendimento foi anunciado depois de um impasse sobre a inclusão de dados de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, citado em investigação da Polícia Federal que envolve o senador.


