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Free Flow exige nova organização de pagamentos de empresas com frotas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Free Flow exige nova organização de pagamentos de empresas com frotas

A expansão do sistema Free Flow, modelo de cobrança de pedágio eletrônico sem cancelas, tem transformado a rotina operacional e financeira de empresas que administram frotas de veículos no Brasil.

Diferentemente das praças tradicionais, em que a quitação da tarifa ocorre de forma imediata no momento da passagem, a tecnologia registra a circulação dos veículos por meio de pórticos de leitura automática de placas e etiquetas, permitindo o pagamento posterior da tarifa.

A mudança de formato exige maior controle das companhias sobre trajetos, valores cobrados e prazos de quitação. O gerenciamento ganha camadas de complexidade em operações com múltiplos motoristas utilizando diferentes rodovias concessionadas ao longo do dia, exigindo rotinas estruturadas de prestação de contas, autorização de desembolsos e conciliação bancária para evitar pendências financeiras.

Riscos de inadimplência e multas por evasão

No modelo sem barreira física, a passagem por um pórtico não garante a quitação automática do valor caso o veículo não possua uma tag de cobrança cadastrada e vinculada a um meio de pagamento ativo. Nessas situações, cabe ao gestor da frota ou ao motorista consultar os registros junto às concessionárias para efetuar o pagamento dentro do prazo regulamentar.

A desatenção aos prazos de vencimento das tarifas acarreta penalidades previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O não pagamento do pedágio no período estipulado é considerado infração grave por evasão de pedágio, sujeita a multa no valor de R$ 195,23, além do lançamento de cinco pontos na CNH do condutor ou proprietário.

Adaptação do setor financeiro e meios de pagamento

Para responder às demandas do novo modelo, o mercado de gestão de pagamentos busca adaptar opções de quitação que se encaixem na rotina corporativa do departamento de contas a pagar. Entre as alternativas adotadas pelas empresas está a recarga antecipada de carteiras digitais corporativas, modalidade que reserva saldo para a quitação automática de passagens dos veículos cadastrados, evitando pagamentos individuais após cada deslocamento.

Plataformas especializadas têm expandido os meios de quitação, integrando opções tradicionais como o boleto bancário, que se soma ao Pix e ao cartão de crédito, permitindo que os custos com pedágios sejam processados dentro do fluxo regular de aprovação de fornecedores.

“Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos”, afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.

Com mais de 70 pórticos de Free Flow já em operação pelo país, o avanço da infraestrutura exige que as empresas mantenham mapeamento constante dos trajetos percorridos pelas frotas, garantindo a conformidade fiscal e operacional dos veículos em circulação.

O que é pedágio free flow e como funciona

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