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Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por vídeos sobre atos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros 5 nomes por publicações que associam participantes de um ato pró-Lula na Av. Paulista, em São Paulo, a vandalismo, consumo de drogas e terrorismo.

A representação eleitoral foi apresentada nesta 2ª feira (12.out.2026). Além de Flávio, são citados o vereador Rony Gabriel (Podemos-RS), eleito deputado federal; o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG); o vereador Lucas Pavanato (PL-SP), também eleito deputado federal; o empresário Pablo Marçal; e o PL (Partido Liberal).

Na ação, a coligação afirma que os vídeos publicados nas redes sociais usam imagens descontextualizadas e atribuem, de forma generalizada, condutas criminosas aos participantes da manifestação realizada no domingo (11.out). Eis a íntegra do pedido (PDF – 1 MB).

A coligação pede a retirada das publicações e a aplicação de multas aos envolvidos por “gravíssima manipulação de vídeo e montagem para enganar o eleitorado”.

Segundo a petição, um dos trechos usados para criticar o ato foi publicado originalmente em 10 de outubro, no Chile, um dia antes da manifestação na Paulista. Para a coligação, isso demonstra que o vídeo foi usado fora de seu contexto original para criar uma associação falsa com o evento em São Paulo.

VÍDEOS PEDEM VOTO EM FLÁVIO BOLSONARO

A representação afirma que Rony Gabriel publicou no Instagram, no X e no Threads um vídeo com imagens do ato e declarações que associam os participantes ao uso de maconha e cocaína, à depredação do patrimônio público e à defesa de movimentos terroristas.

Ao final da gravação, o vereador pede votos para Flávio Bolsonaro. “No dia 25 é Flávio Bolsonaro 22”, diz no vídeo, segundo a transcrição anexada ao processo.

A coligação também contesta uma publicação de Lucas Pavanato, que acusa o PT de vandalizar São Paulo. Segundo a ação, o conteúdo foi compartilhado em plataformas como Instagram, Facebook e X.

A petição sustenta que os vídeos combinam imagens pontuais com acusações sem comprovação suficiente para atribuir essas condutas ao conjunto dos manifestantes. O documento afirma que a estratégia busca desqualificar o ato e prejudicar eleitoralmente Lula, ao mesmo tempo em que promove seu adversário.

MULTA E REMOÇÃO

A coligação pediu uma decisão liminar para retirar das plataformas as publicações citadas no processo e impedir a divulgação de conteúdos semelhantes ou equivalentes.

No mérito, pede que a remoção seja confirmada e que cada representado seja condenado ao pagamento de multa de até R$ 30 mil por publicação, conforme o pedido apresentado à Justiça Eleitoral.

A ação afirma que uma das publicações de Rony Gabriel havia alcançado cerca de 1,1 milhão de visualizações no Instagram, além de circular em outras redes sociais.

O processo foi distribuído ao ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira, na condição de juiz auxiliar do TSE. Até a apresentação da representação, a coligação havia solicitado a concessão da liminar. O documento não representa uma decisão da Justiça sobre a responsabilidade dos citados.

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