O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta 5ª feira (8.out.2026) que manterá o reajuste das aposentadorias acima da inflação e negou que vá desindexar a Previdência e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). As declarações foram dadas a jornalistas depois de reunião que firmou o apoio do Podemos à sua candidatura.
Flávio disse que não fará “economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”. Completou: “Aposentado, fique tranquilo. Não caia nessa fake news do PT, dizendo que eu vou acabar com reajuste da aposentadoria”.
O candidato afirmou que fará um governo “enxuto” para cortar gastos públicos e que começará com o combate à corrupção, em especial nas estatais. “Só estatais deram 17 bilhões de prejuízo no governo Bolsonaro, agora estão com 36 bi de prejuízo. Onde foi que foi parar esse dinheiro, gente? Vamos fazer um governo moderno e enxuto”, declarou.
As falas referem-se a questionamentos sobre o “tesouraço”, proposta de sua campanha para reduzir despesas do governo. O jornal Folha de S.Paulo informou que a equipe econômica do candidato teria o plano de desvincular os reajustes da Previdência e do BPC em relação ao ganho real do salário mínimo.
A Constituição garante que nenhum aposentado do INSS ou beneficiário do BPC receba menos de 1 salário mínimo. Se o governo reajusta o salário mínimo acima da inflação, o valor repassado às aposentadorias de piso e ao BPC sobe na mesma proporção e data.
REELEIÇÃO
Flávio defendeu o fim da reeleição e o mandato de 5 anos para presidente, afirmando que apresentará uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o tema. Sustentou que a regra deve valer para o seu próprio mandato, caso seja eleito. Defendeu estender a vedação de cargos a parentes até o 3º grau.
“Porque eu quero dar o exemplo mais uma vez, gente. Não tô disputando poder, eu tô disputando o futuro do Brasil. A reeleição é um instituto que, para mim, precisa acabar”, disse.
O candidato declarou ainda que iniciará uma agenda pelo Nordeste a partir de 3ª feira (13.out). Elogiou o eleitorado nordestino pelo desempenho da oposição e criticou a gestão do PT na região, associando-a a altos índices de violência, desemprego e endividamento.
Flávio propôs utilizar o Bolsa Família como ponto de partida para a assistência social, combinado com capacitação profissional, aproximação entre escolas e empresas, incentivo ao primeiro emprego, empreendedorismo e exploração do potencial agrícola da região.
“O Bolsa Família não tem que ser a última coisa que o governo faz, tem que ser a 1ª, abraçar quem precisa… e estender a mão para que as famílias possam prosperar”, declarou. “Aproximar as empresas das escolas para que os nossos jovens já saiam com uma formação bem encaminhada para conseguir um emprego que pague bem ou abrir a própria empresa”.
Flávio obteve 47,03% dos votos válidos no 1º turno, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Recebeu o apoio da federação PP-União Brasil, do Novo e do Republicanos. Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio individual, mas o PSD ficou neutro.
