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Saiba quem está presente no plenário do STF assistindo ao julgamento

Radar Olhar Aguçado(há 43 minutos)
Saiba quem está presente no plenário do STF assistindo ao julgamento

Embora tenha sido televisionada, a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal nesta 3ª feira (15.set.2026) foi marcada pela ausência de um público. Embora tenha sido autorizada a presença de ministros aposentados, nenhum magistrado de outra composição foi ao STF. Por decisão da Presidência do tribunal, a sessão foi aberta para convidados e para jornalistas credenciados pelo tribunal.

Na sessão, participaram funcionários do Supremo, em especial assessores diretos dos ministros.

Na área reservada à imprensa e demais convidados, como associações de representação da magistratura e do Ministério Público, foi proibido o uso de celular e/ou notebook. Os celulares foram lacrados.

Estiveram jornalistas de veículos de imprensa como:

  • Poder360;
  • O Globo;
  • Valor Econômico;
  • G1;
  • TV Globo;
  • Folha de S.Paulo;
  • Estadão;
  • Gazeta do Povo;
  • AFP;
  • ICL Notícias;
  • etc.

Assista ao julgamento:

CASO VORCARO-MORAES 

Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

O caso teve início em 1º de setembro, quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.

O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF. Agora, os ministros analisam se a PF poderá ou não prosseguir com as apurações. 

Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento da PF foi inválido por duas razões:

  • Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da PF;
  • uma investigação contra um ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.

CASO MENDONÇA  

Por sua atuação no inquérito, Mendonça é alvo de pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridades e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito das fake news, mas o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria do caso. 

O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra Moraes. 

A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema. 

O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro.

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