A transmissão do julgamento do ministro Alexandre de Moraes no canal do Supremo Tribunal Federal no YouTube chegou a 194,5 mil espectadores simultâneos às 11h35 desta 3ª feira (15.set.2026). O número foi o pico registrado pelo Poder360 durante a 1ª parte da sessão, iniciada às 10h35 e suspensa às 12h59. O julgamento será retomado às 15h.
No momento de maior audiência, o ministro Flávio Dino falava sobre um relatório da Polícia Federal e contestava a manifestação do ministro Dias Toffoli.
“Esse relatório da Polícia Federal nunca foi apreciado no colegiado”, afirmou Dino. O ministro disse ainda que o documento havia sido arquivado monocraticamente pelo presidente do STF, Edson Fachin, e afirmou que o tema poderia, em algum momento, ser analisado pelo plenário.
Às 10h35, 122,3 mil pessoas acompanhavam simultaneamente a transmissão. O público cresceu ao longo da 1ª hora da sessão e chegou a 152,3 mil às 11h20.
A alta se acelerou nos 15 minutos seguintes. Foram 177 mil espectadores às 11h25, 192,8 mil às 11h30 e 194,5 mil às 11h35.
Do início da medição até o pico, a audiência simultânea cresceu cerca de 59%.
Depois, o público recuou para 137,4 mil às 11h50 e voltou a subir. Às 12h30, a live tinha 181,4 mil espectadores. Às 12h55, pouco antes da suspensão da sessão, eram 181,5 mil.
Às 12h59, com o início do intervalo, o número caiu para 137 mil espectadores simultâneos.
O plenário do Supremo analisa se deve ser aberta uma investigação contra Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O julgamento também foi transmitido no YouTube pela TV Justiça e por canais de diversos veículos de notícia. Apesar da concorrência com outras transmissões na plataforma, a live oficial do STF chegou a 194,5 mil espectadores simultâneos.
O Poder360 continuará acompanhando a audiência da transmissão na 2ª parte do julgamento, marcada para começar às 15h.
Acompanhe a cobertura completa e assista aqui:
Eis um resumo do julgamento do STF até agora:
- abertura com Fachin – a sessão foi aberta às 10h35. O presidente, ministro Edson Fachin, disse que divergências não podem ser confundidas com confronto pessoal, que o Supremo vive um período difícil e que não se julgam pessoas, mas fatos. Declarou\ que a decisão será do plenário;
- Nunes Marques – declarou-se impedido de participar de um julgamento que pode influenciar nas eleições. O ministro preside o Tribunal Superior Eleitoral. O presidente da Corte, Edson Fachin, e André Mendonça foram informados antes. Logo depois da sua fala, ele pediu para deixar o plenário e foi embora;
- Dias Toffoli – declarou-se suspeito e também não vota. Alegou foro íntimo e que, assim, ajuda a preservar o Supremo no caso de “eventuais especulações”. Ao contrário de Nunes Marques, informou que vai seguir no plenário caso precise se manifestar se achar que é necessário;
- Dino X Fachin – o ministro e o presidente da Corte se desentenderam sobre quem autoriza apartes no STF, se é o relator ou o presidente. Fachin chegou a elevar o tom da voz, mas depois os 2 entraram em um acordo e até se abraçaram após a sessão ser suspensa. Dino defendeu também que o chefe da Corte deixe a relatoria do caso Moraes-Vorcaro;
- bate-boca 1 – em sua 1ª manifestação no plenário, Alexandre de Moraes disse ter testemunhas de que ele foi investigado pela Polícia Federal a mando de André Mendonça, que reagiu: “É mentira”. Os 2 bateram boca. Moraes declarou que o colega de toga “está a serviço de um grupo político que quis dar golpe”;
- bate-boca 2 – após a manifestação de Moraes, o ministro Gilmar Mendes pediu a palavra. Fez duras críticas a Mendonça. O decano afirmou ser “evidente” que o relator do caso Master conduziu o inquérito envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro de forma enviesada, que ele não merece respeito e sugeriu que ele é um “vazador geral da República“;
- afastamento na PF – Gilmar chamou\ a decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues de “vexame” e “falta de noção”.



