O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, foi surpreendido na manhã desta 4ª feira (9.set.2026), com a decisão de Flávio Dino que reintegrou Andrei Rodrigues à chefia da Polícia Federal. Fachin passou a 3ª feira (8.set.2026) em articulação para resolver a crise envolvendo Andrei e o ministro André Mendonça.
O Poder360 apurou que, enquanto o presidente do STF buscava uma solução, já havia uma articulação paralela de integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Dino na noite de 3ª feira (8.set) para revisar a decisão de Mendonça antes mesmo de uma posição de Fachin. Flávio Dino foi indicado por Lula ao Supremo em 2023, antes, foi o ministro da Justiça de Lula.
Na 3ª feira, o presidente do Supremo informava a interlocutores que pretendia dar uma solução para o caso a partir de recurso ajuizado pela Advocacia-Geral da União, em suspensão de liminar. A última decisão de Fachin foi dar um prazo de 3 dias para que Mendonça se manifestasse sobre o afastamento de Andrei.
Na manhã desta 4ª feira (9.set), pelo menos 4 dos 10 ministros da Corte já questionaram Fachin se ele vai barrar a decisão de Dino, que, em tese, atropelou o procedimento instaurado por ele mesmo.
A avaliação de ministros ouvidos pelo Poder360 é que, caso não faça nada, Mendonça ficará fragilizado diante da pressão encabeçada por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes para a retirá-lo da relatoria dos inquéritos sobre o Banco Master e das fraudes do INSS.
Fachin já tenta, sem sucesso, uma solução consensual entre os ministros para encaminhar em sessão do Plenário do Supremo. A ala de Dino, Gilmar e Moraes tem se posicionado que a Corte só deve votar o pedido para investigar Moraes depois do período eleitoral, em outubro de 2026.
Fachin ainda não respondeu aos ministros como vai agir diante da nova decisão de Dino. Na avaliação do grupo mais próximo a Mendonça, como os ministros Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, o presidente do Supremo ficará igualmente fragilizado se não reagir à decisão de Dino.
