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Netanyahu mira Erdogan e Mamdani em campanha eleitoral

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Netanyahu mira Erdogan e Mamdani em campanha eleitoral

A campanha do Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, espalhou cartazes e outdoors que mostram políticos e autoridades que “querem” que o premiê “perca” as eleições, marcadas para 27 de outubro. A imagem mostra o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan; o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei; o chefe do Hezbollah, Naim Qassem; e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. 

“Eles querem que Netanyahu perca. Não deixe que eles vençam”, lê-se no cartaz, que exibe o logotipo do Likud.

Erdogan tem criticado a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. As relações se deterioraram depois da interceptação por Israel de uma flotilha de ativistas vinda da Turquia e que buscava levar ajuda humanitária ao enclave palestino.

Nas últimas semanas, Israel atacou uma base militar e elevou o tom das críticas ao presidente turco. Em 18 de agosto, realizou uma ofensiva contra a base aérea de Abu al-Duhur, no norte da Síria. A ação tinha como alvo uma crescente mobilização militar turca na região, considerada uma ameaça pelo governo de Netanyahu.

Em 21 de agosto, o gabinete do premiê fez uma postagem no X chamando Erdogan de “tirano antissemita que oprime seu próprio povo”.

Mamdani também tem criticado a atuação de Israel na Faixa de Gaza. Em julho, chamou Netanyahu de “criminoso de guerra” e afirmou que o israelense “deveria estar em Haia”. O premiê de Israel respondeu dizendo que o prefeito de Nova York estimula o antissemitismo e relacionou as posições de Mamdani ao receio relatado por judeus que vivem na cidade norte-americana.

ELEIÇÃO

A data da eleição israelense foi confirmada em julho. Estava indefinida desde maio, quando o Parlamento de Israel (Knesset) aprovou sua dissolução.

O pleito será o 1º desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou os conflitos na Faixa de Gaza. É realizado no momento em que Netanyahu responde a um processo por corrupção.

Pesquisas de opinião citadas pela Reuters indicam que a atual coalizão de partidos nacionalistas e religiosos perderia a maioria no Parlamento. Apesar disso, a oposição ainda não consolidou uma alternativa com maioria suficiente para formar governo.

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