O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) declarou, nesta 3ª feira (18.ago.2026), que manterá o Bolsa Família se for eleito, mas criticou a “baixa mobilidade social” no programa.
Caiado classificou a iniciativa como uma política de Estado. “O Bolsa Família sempre será mantido. Isso não é política de candidato à Presidência da República, é política de Estado. Ele será eternamente mantido para as pessoas que têm a condição de pobreza, extrema pobreza”, declarou durante evento da Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília.
Defendeu, contudo, políticas sociais com foco na emancipação da população. “Qual é a perspectiva depois de 20 anos de PT de uma pessoa sair da condição de pobreza e entrar na classe média alta no Brasil? É 2,9%. Onde está a mobilidade social de 20 anos?”, disse Caiado.
Segundo o candidato, a melhoria da área exige investimentos em educação e combate à criminalidade e ao narcotráfico. “O jovem vai querer se profissionalizar na sua área, terá renda e sairá do ciclo vicioso”, afirmou.
Caiado declarou ainda que o Brasil é vítima de uma política populista que “destrói as nações” e afirmou que o país perde espaço por falta de investimentos estruturantes na população. “É disso que o Brasil é vítima”, disse.
BOLSA FAMÍLIA
A proporção de domicílios brasileiros com beneficiários do Bolsa Família chegou a 17,2% em 2025. O percentual recuou 1,4 ponto percentual em relação aos 18,6% registrados em 2024, mas permanece 2,9 pontos percentuais acima do observado em 2019 (14,3%). Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O rendimento médio domiciliar per capita dos lares beneficiados pelo Bolsa Família foi de R$ 774 em 2025. O valor equivale a 28,8% da renda média dos domicílios não beneficiados, estimada em R$ 2.682.
