O PL, partido do ex-chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, lançou 33 nomes ao Senado para as eleições de outubro. O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 19. Neste ano, será renovado ⅔ da Casa. Estão em disputa 54 cadeiras, duas por Estado.
Além dos 33 nomes do próprio partido, o PL também declarou apoio a 14 candidatos de outras siglas, como União Brasil, Novo e Republicanos. A legenda tem candidatos em 25 das 27 UFs.
O PT também apoiará candidatos de outras siglas em 18 Estados. São eles:
- MDB: 7;
- PSB: 6;
- Psol: 4;
- PSD: 3;
- PV: 2;
- Rede: 1;
- Solidariedade: 1;
- PDT: 1;
- União Brasil: 1.
Entre os nomes estão: Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Helder Barbalho (MDB-PA), Cid Gomes (PSB-CE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP).
Em outros Estados, o PT lançou candidatos próprios. É o caso de Jorge Viana (AC), Randolfe Rodrigues (AP), Rui Costa, Jaques Wagner (BA), Erika Kokay (DF), Fabiano Contarato (ES), Eliziane Gama (MA), Marília Campos (MG), Vander Loubet (MS), Gleisi Hoffmann (PR), Benedita da Silva (RJ), Samanda Alves (RN), Paulo Pimenta (RS), Décio Lima (SC), Rogério Carvalho (SE) e Paulo Mourão (TO).
REELEIÇÃO
São 32 senadores em busca de reeleição. A base de apoio ao governo no Senado, atualmente, é de cerca de 32 congressistas. Desses, 23 estão em fim de mandato. Do lado da oposição, são 14. Sendo que alguns não disputarão a reeleição, como Flávio Bolsonaro, Izalci Lucas e Eduardo Girão.
Ter a maioria no Senado virou alvo de disputa de ambos os lados. Tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) querem conquistar ao menos 34 aliados. Para o petista, será necessário eleger 27 senadores. Para o PL, 17.
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal expôs a fragilidade da base do governo e a dificuldade do Planalto em articular com o Congresso. A dificuldade recorrente para formar maioria levou Lula a transformar a eleição de senadores em uma prioridade para 2026. Em diferentes discursos, o presidente afirmou que a esquerda precisa ampliar sua bancada no Senado.
Isso porque há um entendimento no entorno de Lula de que se o Senado tiver uma maioria de políticos de direita, cresce a possibilidade de abertura de um eventual pedido de impeachment de um ministro do STF e aumenta o custo para aprovar pautas prioritárias para o governo.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já declarou que a Casa “não é órgão de correção do STF” e que abrir um processo de impeachment de um ministro da Corte seria criar “mais um” problema para o Brasil. Nunca um ministro do Supremo sofreu impeachment no Brasil.
