O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticaram nesta 2ª feira (17.ago.2026) Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois que foram divulgadas mensagens interceptadas pela Polícia Federal em que ele conversa com a lobista Roberta Luchsinger sobre articulações com integrantes do governo federal.
Flávio publicou em seu perfil no X que “a casa caiu para a família Lula” e afirmou que o filho do presidente conversava sobre um “futuro na Suíça” enquanto aposentados buscavam reaver valores subtraídos no esquema do INSS. O congressista compartilhou uma reportagem sobre a apuração. Em seguida, Eduardo repostou a mensagem do irmão e declarou: “Os filhos de Bolsonaro se expõem mesmo perseguidos. Todos sabem onde estamos. Já os filhos de Lula…”.


As mensagens interceptadas pela corporação mostram tratativas entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger sobre negócios e articulações no governo federal. Em 1 dos diálogos, de 22 de março de 2024, Roberta afirma ao filho do presidente que o futuro dos 2 “é a Suíça”. Na mesma conversa, Lulinha diz ter participado de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e com Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Berger é investigado por ter facilitado o acesso ao Ministério da Saúde para o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como o Careca do INSS, que tentou obter contrato para fornecimento de cannabis medicinal ao Sistema Único de Saúde. Segundo a PF, Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes. Em 1 dos repasses, o empresário comunicou a 1 interlocutor que a quantia era destinada ao “filho do rapaz”, em referência a Lulinha.
As conversas também citam “Fernando” e “Fefe”, identificados pelos investigadores como Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e 1 dos proprietários do sítio de Atibaia (SP). Nos diálogos, a lobista afirma que Bittar buscava utilizar o nome do filho do presidente para fechar negócios na Telebras. Lulinha pergunta se a informação foi negada, e Roberta responde ter afirmado a interlocutores que não fecharia acordos caso Bittar atuasse na estatal.
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