O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) reuniu apoiadores nesta segunda-feira (17) em uma caminhada pelo centro da capital paulista, em um dos primeiros atos públicos de sua campanha após o início oficial do período eleitoral.
O evento marcou a entrada efetiva do petista nas ruas e teve a segurança pública, especialmente o combate à violência contra mulheres e crianças, como um dos principais temas.
A concentração aconteceu na Praça da República. Ao lado das candidatas ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), da candidata a deputada federal Erika Hilton (PSOL) e do candidato a vice-governador Márcio França (PSB), Haddad percorreu as ruas da região até o Theatro Municipal, onde discursou para os apoiadores.
Durante o ato, Haddad apresentou uma proposta para criar uma central de comunicação integrada entre diferentes serviços públicos, como escolas, unidades de saúde, CRASs (Centros de Referência de Assistência Social) e delegacias.
A ideia é permitir que profissionais comuniquem situações suspeitas de violência mesmo quando a vítima não se sente segura para fazer uma denúncia.
“Eu quero criar um canal exclusivo pra esse tipo de informação”, afirmou.
Segundo Haddad, a central receberia informações sob sigilo e permitiria cruzar diferentes indícios para identificar possíveis casos de violência antes que a situação se agrave. Ele citou como exemplo uma mulher que chega a uma unidade de saúde alegando ter sofrido uma queda, mas apresenta sinais que podem indicar agressão.
Encurtar a distância com Tarcísio de Freitas
O candidato também afirmou que pretende usar dados oficiais como base para tentar mudar o cenário eleitoral e reduzir a distância em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição.
Questionado sobre a estratégia para a campanha diante do pouco tempo até a eleição e da vantagem do adversário nas pesquisas, Haddad disse que pretende concentrar o discurso na apresentação de problemas do estado e de propostas para enfrentá-los.
“Eu vou bater na tecla dos dados o tempo todo”, afirmou.
Haddad citou números relacionados à segurança, educação, saúde e às contas públicas para sustentar a estratégia. Na segurança, mencionou o aumento dos feminicídios e dos estupros contra menores, além do crescimento dos furtos de celulares no estado.
“Falar a verdade dos problemas que estão acontecendo e propor uma mudança de rumo é isso que nós vamos fazer”, afirmou.
O ato no centro de São Paulo também ocorre em meio à tentativa de Haddad de ampliar sua presença nas ruas e aproximar-se do eleitorado paulista.
A campanha começa com Tarcísio à frente nas pesquisas de intenção de voto, cenário que o petista pretende enfrentar com uma estratégia baseada em críticas à atual gestão e na apresentação de propostas para diferentes áreas.

