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Durigan diz que Brasil dá superavit aos EUA e é punido

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 2ª feira (17.ago.2026) que o Brasil está sendo punido comercialmente pelos Estados Unidos apesar de, segundo ele, dar superavit aos norte-americanos. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo.

“O Brasil, que é um país mais pobre que os Estados Unidos, com renda per capita menor que os Estados Unidos, exporta suco de laranja, café, carne, avião. Depois de comprar peças e insumos dos Estados Unidos, monta o avião e devolve para lá. Nós estamos sendo punidos e a gente dá superavit para eles. Não faz nenhum sentido, nenhum sentido”, disse.

Durigan afirmou que não considera a atual situação comercial entre os 2 países estrutural e atribuiu o cenário ao período eleitoral nos Estados Unidos.

“Não acho que isso seja estrutural. Nós vamos viver um momento aqui por conta do período eleitoral, para ter ali alguma satisfação para a extrema-direita de que estão fazendo alguma coisa no Brasil, mas não faz nenhum sentido”, declarou.

O ministro disse que o Brasil abriu mais de 600 mercados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a continuidade da estratégia de abertura comercial.

“A gente abriu mercado. Muita gente critica, às vezes fala: ‘Ah, a esquerda deixou o país todo isolado’. Ao contrário. Foram mais de 600 mercados abertos”, afirmou.

Durigan também defendeu a manutenção do diálogo institucional com os Estados Unidos e afirmou esperar uma retomada dos fluxos comerciais depois das eleições norte-americanas.

“Então, acho que a questão dos Estados Unidos é pontual, localizada. Espero que depois das eleições a gente retome o fluxo de comércio, o fluxo de diálogo institucional, de inteligência, de colaboração da Receita com a Polícia Federal”, disse.

O ministro afirmou que o Brasil deve aproveitar o cenário internacional para atrair investimentos em áreas como energia, minerais críticos, hidrogênio de baixo carbono e mercado de carbono.

Segundo Durigan, o país precisa oferecer estabilidade institucional, fiscal e regulatória para aproveitar as oportunidades.

“Nós precisamos da estabilidade institucional, fiscal, de desenvolvimento, de arcabouço normativo, para que a gente possa avançar e aproveitar esse momento do mundo”, afirmou.

Durigan disse ainda estar otimista com as perspectivas para o Brasil nos próximos anos.

“Eu sigo muito otimista para os próximos anos. Acho que nós vamos seguir aproveitando esse bom momento para o Brasil”, declarou.