O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (8.ago.2026), durante evento em Itapetininga, no interior de São Paulo, que indicará “homens e mulheres” ao Supremo Tribunal Federal caso seja eleito. O candidato ressaltou o fato de que o próximo presidente poderá indicar 4 integrantes da Corte.
“Eu vou colocar lá homens e mulheres que respeitam a Constituição, que não usem a máquina pública para enriquecer, que respeitem o dinheiro do contribuinte, que não promovam perseguição”, declarou.
A declaração foi dada em evento denominado Café Entre Elas. O encontro foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita de Itapetininga. Também participaram os deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP) e Maurício Neves (PP-SP), além do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), candidato ao Senado.
Ao discursar, Flávio voltou a criticar o STF. Mencionou o tratamento dado pela Corte ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio afirmou que ministros do Supremo devem ser responsabilizados quando “descumprirem a lei”. Durante o ato, apoiadores entoaram gritos de “Fora Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.
ACENO AO VOTO FEMININO
A promessa de indicar mulheres ao STF se insere na estratégia da campanha de Flávio para tentar ampliar sua aceitação entre o eleitorado feminino.
No lançamento de sua candidatura, em julho, o senador deu destaque às mulheres que o apoiam e foi acompanhado no palanque pela mulher, Fernanda Bolsonaro, pela mãe, Rogéria Bolsonaro, e por deputadas e outras lideranças femininas. As mulheres representam 52,8% do eleitorado, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, tem vantagem nesse segmento.
A campanha de Flávio tentou inicialmente escolher uma mulher para a vice, sem sucesso. A ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foram cotadas, mas o Republicanos e o PP decidiram manter neutralidade na disputa presidencial. O escolhido foi o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
