O governo federal ofertará ao mercado ao menos mais 4 rodovias antes do fim do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os projetos abrangem trechos no Centro-Oeste, Nordeste e Norte e somam investimentos de R$ 36,2 bilhões. Três certames já têm data marcada e serão realizados de novembro a dezembro.
O cronograma foi detalhado pelo diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio, durante o 8º Brasília Summit, do Lide. Como antecipou o Poder360, o governo já havia sinalizado estar trabalhando com mais 4 leilões rodoviários em 2026, mas ainda não havia confirmado quais eram os projetos.
A única disputa que já tem edital publicado é a da BR-163, que liga o Mato Grosso ao Pará. Trata-se de um projeto de otimização do contrato da Via Brasil, para modernização de 1.009 km de um dos principais eixos de escoamento agrícola e industrial do Arco Norte –conjunto de portos e terminais localizados nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
O plano estabelece investimentos de R$ 10,42 bilhões e alienação de 100% das ações da concessionária responsável pela gestão do trecho. O leilão será realizado em 12 de novembro.
O próximo edital a ser divulgado será o da BR-060/153/GO/DF, conhecida como Rota do Pequi, que abrange 211,6 km de Goiânia a Brasília, um dos eixos rodoviários mais movimentados do país. O projeto determina investimentos de R$ 4,14 bilhões. O leilão será em 17 de dezembro.
O 3º projeto que já tem data para ir ao mercado é o Lote CN3, conhecido como Rota Agro Central, que inclui a concessão de 887,6 km de rodovias federais entre Mato Grosso e Rondônia.
A concessão engloba trechos das rodovias BR-070, BR-174 e BR-364, com investimentos previstos de R$ 5,9 bilhões ao longo de 30 anos. O governo trabalha com a data de 10 de dezembro para o certame.
O último trecho que deve ir a mercado em 2026 será a Rota 2 de Julho, que abrange 663 km na Bahia. Será um processo de relicitação da concessão das rodovias BR-324/116/BA, com otimização de trechos que vão do acesso ao Contorno de Feira de Santana até o entroncamento com a BR-116/BA, e do entroncamento com a BR-324/BA até o viaduto sobre a BR-116, em Vitória da Conquista. O projeto estabelece investimentos de R$ 15,7 bilhões em 30 anos.
Segundo Sampaio, o governo tem atualmente 18.000 km de rodovias concedidas e pretende chegar a 25.000 km, o que representa ⅓ da malha pública federal levada à iniciativa privada. O objetivo é finalizar o mandato com 26 leilões rodoviários.
LEILÕES DE RODOVIAS
Ainda que seja cumprida a projeção de 4 novos leilões em 2026, o resultado ficará abaixo da estimativa de 13 certames no ano divulgada anteriormente pelo Ministério dos Transportes.
Em 23 de julho, o governo leiloou seu 3º ativo ao mercado no ano, a otimização do contrato da Régis Bittencourt, vencida pelo Grupo EPR. Além do trecho, Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA) já haviam sido leiloadas no 1º semestre.
A carteira de rodovias do governo para 2026 inclui ainda os seguintes projetos:
- Rota Portuária do Sul (BR-116/392/RS);
- Rodovias Integradas de SC – Lote 01 (BR-153/282/470/SC) e Lote 03 (BR-153/282/480/SC);
- Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392/RS);
- Otimização Rodovia Transbrasiliana (BR-153/SP);
- Otimização Rota Planalto Sul (BR-116/PR/SC);
- Rota Vale do Café (BR-393/RJ);
- Otimização Rota Litoral Sul (BR-116/376/PR e BR-101/SC).
