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“Sou raiz, não sou sabor agro”, diz Caiado ao se comparar com Flávio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, afirmou ser “a raiz” do agronegócio ao se comparar com Flávio Bolsonaro (PL) pelo voto do setor. Em entrevista ao canal MyNews publicada nesta 2ª feira (3.ago.2026), ele questionou a legitimidade do adversário para representar o agro e disse que Flávio “não entende” do assunto. 

Caiado argumenta que sua trajetória no setor é estrutural, não apenas discursiva, e listou o próprio currículo para diferenciar-se do rival. 

“Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro”, afirmou Caiado durante a entrevista. O ex-governador citou Matopiba (região formada por áreas dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada uma das principais fronteiras de expansão do agronegócio brasileiro), Goiás e Mato Grosso como exemplos de regiões onde o avanço da agricultura se traduz em melhores indicadores de renda per capita, saúde e escolaridade. “Onde você tem agricultura investindo e abrindo fronteira, a renda per capita, a saúde, a escolaridade e a condição de vida das pessoas são melhores”, afirmou. 

Caiado também atacou o desempenho do governo federal na agenda agrícola. O candidato do PSD criticou o que chamou de desmonte de políticas estruturantes para o setor sob governos do PT, incluindo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e afirmou que o agronegócio “não aguenta produzir” com a taxa de juros atual. Para ele, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não resolveu o problema dos juros, agravado pelo crédito extraordinário liberado pela gestão petista. 

Questionado sobre por que ainda não converte esse discurso em votos do setor, Caiado disse que seu eleitorado do agro “ainda não acordou” para sua candidatura. O ex-governador atribuiu parte da desvantagem à estrutura de campanha; lembrou não ter tido partido até receber o apoio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, enquanto Flávio conta com organização política montada há mais de 8 anos. 

O candidato do PSD também questionou a capacidade de gestão de Flávio Bolsonaro. Segundo Caiado, “não se aprende a governar na Presidência da República”, e a experiência acumulada em cargos públicos seria o que separa quem apenas vence eleições de quem entrega resultados ao cidadão. 

Na avaliação de Caiado, seu principal desafio no 1º turno é ficar à frente de Flávio Bolsonaro, não de Lula. Para o candidato do PSD, uma candidatura do PL no 2º turno seria o peru de Natal que o presidente deseja enfrentar. Caiado argumentou que Flávio chegaria à etapa final “tendo que ficar se explicando” sobre denúncias, o que tornaria sua candidatura um “presente” para o petista. 


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