O deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE), que presidia o PSL quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a Presidência pela sigla em 2018, agora está do lado do PT na eleição de 2026. Bivar foi confirmado como 1º suplente do senador Humberto Costa (PT-PE), que busca a reeleição em Pernambuco.
A chapa foi oficializada em 20 de julho de 2026, durante a convenção estadual da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, no Recife. O 2º suplente da chapa foi definido na 6ª feira (31.jul) e será o cientista político e professor Manoel Moraes, filiado ao PT desde 1993.
Assista a Bivar cantando “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” ao lado de Humberto Costa:
🎥#vídeo Bivar, aliado de Bolsonaro em 2018, canta “olê olá Lula”
📷 O deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE), que presidia o PSL quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a Presidência pela sigla em 2018, agora está ao lado do PT na eleição de 2026. Bivar foi confirmado como 1º… pic.twitter.com/knUkRN32pP
— Poder360 (@Poder360) August 3, 2026
Bolsonaro e Bivar
Em 2018, Bivar se licenciou da presidência do PSL durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, que acabou eleito no 2º turno. Naquele período, o comando da legenda ficou interinamente com o advogado Gustavo Bebianno, aliado de confiança de Bolsonaro. Depois, Bivar voltou à presidência da sigla.
A relação entre os 2, no entanto, se deteriorou pouco depois da eleição. Em 2019, Bolsonaro passou a pressionar publicamente Bivar e a direção do PSL, em uma disputa que dividiu a legenda entre uma ala ligada ao presidente e outra identificada com o comando partidário.
A crise se tornou pública em outubro de 2019, quando Bolsonaro disse que Bivar estava “queimado para caramba” em Pernambuco. A declaração expôs o conflito entre o presidente da República e o comando do partido pelo qual havia sido eleito menos de 1 ano antes.
O então presidente também cobrou transparência na utilização dos recursos do partido e entrou em conflito com Bivar. Naquele período, a Polícia Federal investigava suspeitas relacionadas a desvio de uso de recursos do fundo partidário e eleitoral pelo PSL.
A disputa também envolveu o comando da bancada do PSL na Câmara dos Deputados. Bolsonaro passou a atuar nas negociações para que seu filho e então deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), assumisse a liderança da sigla.
Em novembro de 2019, Bolsonaro anunciou sua saída do PSL para criar uma nova legenda, a Aliança pelo Brasil. A tentativa, porém, não avançou. O grupo não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para registrar o partido.
Bolsonaro se filiou ao PL em 30 de novembro de 2021.
